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sexta-feira, 20 de setembro de 2019
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
planos para 2019 - projecto HISTÓRIA E ARTE
A primeira mensagem do ano exige-nos redobrada dose de ânimo e entusiasmo, mais ainda quando o anterior período de balanço foi particularmente longo e reflexivo...
Mas, estamos de volta! :) e com esperança de conseguir manter o nosso projeto mais umas quantas temporadas!
Vamos continuar a apoiar os nossos criativos em novas exposições na galeria História e Arte. Mas também fora da galeria. Assumindo sempre a flexibilidade das nossas cartografias este ano o nosso território estende-se até Extremo Oriente :)
Mais novidades em breve
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Exposição colectiva de fotografia | galeria HISTÓRIA E ARTE | Georges Dussaud - Plast&Cine 2018 | 19 de Outubro de 2018
Convidamos todos quantos lerem e ouvirem ler esta mensagem a visitar a exposição colectiva de fotografia na galeria HISTÓRIA E ARTE, Rua Abilío Beça, 35, Bragança.
A partir de hoje podem ver ou rever as fotografias de
A lista dos autores segue a cronologia das colaborações com a galeria HISTÓRIA E ARTE, a selecção restringe-se às obras em deposito na galeria.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Inauguração (nova data) | MEMÓRIAS DA ESCULTURA MÃE | peças africanas de culto - coleção Pessoa
Por motivos de força maior tivemos que adiar a inauguração prevista para dia 29 de Janeiro, lamentamos qualquer incómodo. Reenviamos novo convite:
Dia 9 de Fevereiro às 17.30h cá vos esperamos!
Sobre
a exposição MEMÓRIAS DA ESCULTURA MÃE, peças africanas de culto, José Pessoa
relembra-nos que "...do continente africano somos todos
provenientes". Acresce a esta realidade, que faz de nós todos gratos
descendentes africanos, a recente presença em Bragança de um número
significativo de jovens estudantes oriundos deste continente. Esta presença não
só supõe um evidente rejuvenescimento da população local, mas também acrescenta
diversidade cultural. Ambas as aportações são determinantes para a
sobrevivência deste nosso território. A exposição MEMÓRIAS DA ESCULTURA MÃE, peças
africanas de culto destaca a estética, a história e a diversidade cultural que
desta maneira agradecemos e celebramos!
Por
todos estes motivos agradecemos a vossa presença!
Memória da Escultura Mãe
Qualquer
encontro com a escultura africana impõe a estreita colaboração entre a
Etnologia e a História de Arte, num caminho paralelo, em que as duas abordagens
são indispensáveis a cada uma delas. E não será assim para todas as culturas?
Ver estas peças, tão diversas quantas as diferentes etnias de que provêm, tão
para nós misteriosas quanto, na nossa injustificada ignorância e colonialismo
cultural, as abandonámos à imensidão da nossa sobranceria. Apesar da nossa
consciência da admiração e influência que exerceram, e como marcaram a obra de
nossos valores fundamentais, como Picasso ou Matisse e tantos outros. Do
continente africano somos todos provenientes: assim, esta pequena mostra de
arte de culto africana é um regresso à memória, que está em todos nós mesmo sem
a consciência disso, da escultura mãe, do berço da arte.
José Pessoa
José Pessoa
Historiador de Arte e de Fotografia. Estagiou em 1971 no Laboratório
Fotográfico do Instituto José Figueiredo que veio a dirigir durante 17 anos. Foi responsável dos Laboratórios do
Instituto Português de Museus durante 26 anos. Curador de muitas exposições em Museus Nacionais. É Conselheiro da Presidência da Fundação
Yuri Gagarin. Em
colaboração com a Fundação Mário Soares participou de várias missões de
trabalho em África, nomeadamente em Cabo Verde, Guiné Bissau e Moçambique, onde
levou a cabo o levantamento fotográfico da obra do pintor Malangatana. Para o
Museu de Etnologia executou a documentação fotográfica de vários catálogos. Das
viagens trouxe algumas peças e muitas recordações, daí começou a juntar obras
que encontrou órfãs e dispersas
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
GALERIA DE ARTE | EXPOSIÇÕES | VISITAS GUIADAS | LIVROS
Primeira
publicação do ano 2018
Este
ano de 2018 vamos continuar a valorizar a “reinvenção” dos nossos artistas em
exposição, e de todos os outros artistas que nos visitam. Reafirmamos também os
valores inerentes às exposições que já realizamos (nos 11 anos de galeria de
arte aberta ao público) e por isso não abrimos mão do talento, da capacidade
técnica e sobretudo do conteúdo artístico que comunicam as obras que expomos. Mantemos
a insistência na divulgação do nosso património histórico com novos dados nos
nossos percursos e renovamos a presença dos livros na galeria!
Inspirados
pela criatividade artística que nos rodeia reinventamos o convite para nos
visitarem! Cá vos esperamos! :)
Marcadores:
EXPOSIÇÕES,
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PATRIMÓNIO MILITAR,
PATRIMÓNIO RELIGIOSO,
SECÇÃO BIBLIOGRÁFICA
domingo, 24 de dezembro de 2017
Boas Festas e Bom Ano Novo!
Cheios de bons votos desejamos a todos um Natal de Paz e Bem e Esperança para o Novo Ano!
O postal de Natal regista um detalhe do presépio actualmente ao culto na igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco em Vinhais. Em 1834 foi inventariado na sacristia da igreja do contiguo seminário de Nª Srª da Encarnação: "Hum prezepio com vidraça e dentro tem hum menino Jesus e sua Mae e todas as mais figuras para representar o dito prezepio” A.N.T.T./A.H.M.F./S.N.S.E.V., Extinção das Ordens Religiosas - Seminário de Nossa Senhora da Encarnação - Vinhais, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Lisboa, Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, Processos de Extinção das casas religiosas, Cx. 2265, 1834, s/fl.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
10 anos!!! O projecto História e Arte já cumpriu 10 anos!!!
10
anos de resistência e activismo cultural que só o milagre da vontade pode
explicar. A vontade individual é poderosa e tem equilibrado a nossa persistente
falta de meios e os escassos apoios institucionais. Por isso neste texto quero
dar nome a todas(os) quantas(os) juntaram as suas vontades às nossas para tornar
possível estes 10 anos! Na lista (além de mim e do João Ferreira que somos quem
efectivamente mantém o projecto J) constam os nomes dos sócios fundadores da associação, dos autores e artistas que partilharam connosco os seus trabalhos e de todos os colaboradores
directos na programação, comunicação e manutenção destes 10 anos de resistência
e activismo cultural. Queremos agradecer a:
Adelina
Sousa
Ana
Guimarães
Ana
Magalhães
Ana
Miranda
António
Nogueiro
António
Pires
António
Sá
Arturo
Martinez
Carlos
Gonçalves
Carlos
Guerra
Carlos
Prada
Carmelo
Calvo
Catarina
Loura
Claire
Archenault
Cyntia
Estevinho
Daniel
Padure
Elena Mínguez
Elena Mínguez
Eusebio
Blanco
Felix
Matilla
Francisco
Nogueiro
Graça
Morais
Graça
Oliveira
Helena
Genésio
Inês
Nogueiro
Inês
Paulino
João
Barrote
João
Martins
Jorge
Pires
José
Barrias
José
Coomonte
José
Maia
José
Pessoa
Lika
Kato
Lorenzo
González
Luís
Costa
Luís
Ferreira
Luna
Vaz
Manuel
Ferreira
Manuel
Teles
Marco
Costa
Mário
Cardoso
Mercedes
Espáriz
Michèle
Rizet
Miguel
Ferreira
Miguel
Silva
Mónica
Valente
Nuno
Fernandes
Ofélia Marrão
Ofélia Marrão
Paola
Afonso
Paulo
Vicente
Pilar
Fradejas
Rafael Lozano
Ricardo Brito
Ricardo Brito
Ricardo
Tomás
Rui Vicente
Rui Vicente
Teresa
Sarto
Vinicius
Vargas
Vitória
Nogueiro
Queremos
ainda agradecer a todos os familiares, amigos, estagiários e professores que
nos ajudaram: a divulgar as nossas actividades; trazendo os alunos às nossas
exposições; a melhorar o inglês e o francês das nossas visitas guiadas; permitindo-nos a entrada (fora de horas) em espaços do
nosso património com os nossos turistas das visitas guiadas; na montagem de exposições; no transporte de
obras artísticas; a restaurar e manter o espaço da galeria; a resolver os
problemas de informática….e sobretudo por nos acompanharem
Têm sido extraordinários em aprendizagens estes 10 anos! A todos quantos contribuem para a nossa resistência muito bem hajam!
Têm sido extraordinários em aprendizagens estes 10 anos! A todos quantos contribuem para a nossa resistência muito bem hajam!
Ilustra
o texto a única fotografia tirada no dia da inauguração (em Julho de 2007) onde consto eu e o João Ferreira, acompanhados por João Martins e Sandra Simões.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Belleville em Bragança | exposição «ENCONTRO» | Claire Archenault | Lika Kato | Luna Vaz | Michèle Rizet | Paola Afonso
segunda-feira, 26 de junho de 2017
BELLEVILLE EM BRAGANÇA | EXPOSIÇÃO «ENCONTRO» | INAUGURAÇÃO SEXTA-FEIRA 7 JULHO ÀS 18H GALERIA HISTORIA E ARTE, BRAGANÇA
A aproximação entre estes dois territórios começou o ano passado, com a exposição dos autores portugueses em Paris, e prossegue este ano com a exposição dos autores de Paris em Bragança.
Este projecto organiza o encontro entre dois
grupos de artistas: AAB (les Ateliers
d’Artistes de Belleville, Paris) e a galeria História e Arte (associação cultural Tempo Líquido), em Bragança (Portugal).
Estes dois territórios, Belleville (20º bairro de Paris) e Bragança (capital de distrito, em Trás-os-Montes, nordeste de Portugal),
encontram-se para tecer redes de complementaridade. Belleville é um bairro superpovoado com espaços de criação exíguos, situado em meio urbano, difícil, mas internacional e imediatamente acessível a um grande público. Bragança está envolvida por natureza protegida e goza amplos espaços urbanos, mas está longe dos principais centros de poder o que a
confina a uma dimensão mais intima e local.
Em Maio de 2016, na primeira etapa do projecto,
três artistas da galeria
História e Arte, Carmelo Calvo
(fotografo), João Ferreira - Janjã (escultor) e Miguel Moreira e Silva (artista
plástico) acompanhados por
António Fernandes (artesão de máscaras) expuseram as suas obras na galeria AAB.
Nesta exposição, os autores mostraram o
comum respeito que partilham no olhar crítico sobre o território.
No Verão de 2017, para a segunda parte do projeto, a
galeria AAB (les Ateliers d’Artistes de Belleville)
propõe à galeria História e Arte uma exposição coletiva «encontro» com Claire
Archenault, Lika Kato, Luna Vaz, Michèle Rizet e Paola
Afonso.
A inauguração é sexta-feira, dia 7 de Julho às 18.00h. A exposição fica patente até à primeira semana de Agosto na galeria Historia
e Arte, rua Abílio Beça, 35, Bragança, Portugal.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Inauguração | Arquitectura por Luís Ferreira Rodrigues | 21 de Abril 2017 | 15h15 | Galeria História e Arte | Bragança
Capela de Santa Colombina, Gimonde, Bragança
A capela de Santa Colombina em Gimonde,
Bragança é a obra que o autor nos convida a observar. A exposição do processo
criativo que origina a forma parte da força do desenho. Desenho de arquitecto,
traço longo, limpo e seguro. A mistura das formas desenhadas pelo arquitecto e
do território é submetida pela ordem absoluta da geometria técnica. Então vemos
tudo! Os planos, alçados e cortes e depois de esquadrinhado todo o espaço, até
já não parecer deste mundo, vemos a obra habitada. Como é casa de Deus é o
colectivo de devotos que a preenche. No retábulo do altar-mor, escancaradamente
aberto para montes e montes de Trás-os-Montes, vemos Freixos, Castanheiros,
Giestas e Urzes e “Deus viu que isso era bom” (Gn).
Desde 2007, quando iniciámos o projecto HISTÓRIA E ARTE, que tentávamos
convencer o arquitecto Luís Ferreira Rodrigues a expor sua arquitectura na
nossa galeria. Não foi fácil, mas a sua linguagem acompanha-nos desde o
princípio. Ao seu talento devemos o nosso belíssimo logotipo (símbolo) e todos
os laivos de contemporaneidade que se percebem na reabilitação do nosso espaço,
e também em muitos dos nossos cartazes!
Em simultâneo poderemos desfrutar da instalação sonora de Mário Cardoso. Músico colaborador da nossa galeria que apresenta uma obra inédita criada para o momento.
Sobre a
instalação sonora:
A
instalação sonora “Ressoância(s)” pretende colocar a arquitetura aural como um meta-instrumento,
onde os sons se assumem como veículos iluminadores de todo o espaço acústico. Na
base do desenvolvimento desta obra está a convicção que os diferentes sons que
habitam num espaço são elementos reveladores do próprio espaço.
Mário
Cardoso
Sobre Mário Cardoso:
Natural
de Vila Real iniciou os seus estudos musicais com autodidacta. Estudou com o
Professor Doutor Paulo Vaz de Carvalho, concluindo o Curso Complementar de
Guitarra Clássica na Calouste Gulbenkien Aveiro. Participou em vários cursos e
masterclass com Samuel Guetta, Tomas Camacho, Timothy Walker, Filipe Mesquita
Oliveira, Oliveira Lopes, Laurent Filipe e J. Carlos Sousa. Apresenta-se
regularmente a solo ou integrando várias formações de música de câmara. Nos
últimos anos tem realizado investigação na área da Música em diferentes
contextos educativos e artísticos. Doutor em Ciências da Educação e Mestre em
Pedagogia do Instrumento – Guitarra, é docente do Departamento de Educação
Musical da Escola Superior de Educação de Bragança - IPB e docente da Classe de
Guitarra do Conservatório de Música e Dança de Bragança.
(+351) 93 428 16 42 | cardoso@ipb.pt
Programa completo PLAST&CINE | EDUARDO SOUTO DE MOURA | VIDA E OBRA
sexta-feira, 31 de março de 2017
Arq. Manuel Ferreira | 1927-2017
Arq.
Manuel Ferreira | Novembro de 2011 | Exposição de Aguarelas
Galeria
HISTÓRIA E ARTE | Bragança | Fotografia cortesia de Manuel Teles
Escrever uma homenagem póstuma para o Arquitecto ManuelFerreira é imperativo apesar da dor da perda ainda me tolher o verbo… digo
imperativo não pelos laços familiares nem pela amizade que nos relaciona mas porque
o Arq. Ferreira, em conjunto com o filho João Ferreira, foi dos primeiros
entusiastas com a ideia de uma galeria de arte em Bragança! Foi por isso também
sócio fundador e artista estreante na nossa galeria. Aqui será sempre artista
residente e aqui expôs as suas obras e orientou cursos de aguarela enquanto a
saúde lhe permitiu. Urge-me pela partilha da sua sensibilidade celebrar o valor
da sua vida e toda a arte que produziu! A sua militante crítica de arte foi um inestimável
ensinamento que deixou a todos os que fomos receptivos ao seu olhar e atentos
às suas palavras! Bem-haja Arquitecto! Continuaremos a tentar não o desiludir
Emilia Nogueiro
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Apresentação do livro de Poesia | Rafael Ángel García Lozano | Sexta-feira | 20 de Janeiro de 2017 às 17.30h | galeria HISTÓRIA E ARTE | Bragança
É com imenso prazer que vos convidamos para a apresentação do livro de poesia El tiempo purgante de Rafael Ángel García Lozano ilustrado por Antonio Pedrero
Cá vos esperamos :)
Antonio Pedrero
Sobre o autor e a obra apresentada
Rafael Ángel García Lozano nació en Zamora en 1979. Es profesor de antropología en las Facultades de Psicología y Ciencias de la Educación de la Universidad Pontificia de Salamanca. También es profesor de Filosofía y Religión en enseñanzas de Bachillerato.
Es Doctor en Historia del Arte por la Universidad de Valladolid, Licenciado en Teología por la Universidad Pontificia de Salamanca, Licenciado en Estudios Eclesiásticos por la Universidad Pontificia de Salamanca y Diplomado en Magisterio por la Universidad de Salamanca. Dedicó su tesis doctoral al estudio interdisciplinar de la arquitectura religiosa contemporánea desde la arquitectura, la historia, la historia del arte y la teología, que fue calificada con Sobresaliente Cum Laude por unanimidad. Había comenzado esta línea de investigación con su tesina en teología, que le valió el galardón de Premio Extraordinario Fin de Carrera en 2004. Asimismo su trabajo de Grado de Salamanca versó sobre este mismo particular, siendo reconocido con el galardón de Premio Extraordinario de Grado de Salamanca en el curso 2010-11.
Cuenta con una cuarentena de publicaciones académicas sobre diversos temas de arquitectura, urbanismo, historia, patrimonio y teología y pastoral en revistas especializadas. También ha impartido numerosas conferencias sobre estos temas en diversos foros académicos y culturales. Colaborador habitual en prensa, ejerce la divulgación de temas urbanísticos y arquitectónicos, además de sensibilizar para el conocimiento y protección del Patrimonio Histórico. También es articulista en diarios de difusión regional como El Norte de Castilla.
Entre sus facetas destaca también la creación poética. Es miembro del Seminario Permanente Claudio Rodríguez con sede en Zamora. Cuenta con el III Premio Internacional de Poesía Treciembre fallado en abril de 2016. El tiempo purgante fue precisamente la obra premiada con ese galardón y es su primer libro de poesía.
Rafael Ángel García Lozano
Rafael Ángel García Lozano
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
INAUGURAÇÃO | exposição de escultura | João Ferreira - Janjã | 11 de novembro 17.30h | Galeria História e Arte
Escultura | João Ferreira - Janjã
Incertezas partilhadas
Sobre a exposição:
As esculturas de João Ferreira - Janjã reunidas na exposição Incertezas Partilhadas, foram produzidas entre 2015 e 2016. Este curto período de tempo foi e continua a ser profundamente violento em terrores globais partilhados quotidianamente. A opressão exercida pelo contexto histórico é inevitável, tal como a decorrente tentativa de fuga, de libertação. Neste campo de incertezas é onde se movem as narrativas criadas por João Ferreira - Janjã. Os coletivos e os comportamentos grupais são constante causa de reflexão plástica. O indivíduo entra na figuração pelos seus paradoxos risíveis. Agradece-se o humor usado como ferramenta de defesa na sacralização do objeto artístico, que simultaneamente amplia a comunicação que relaciona o observador com a obra.
A matéria mãe é a madeira. Seca, talhada e patinada, é sempre renovada no terreno a perpetuar o ciclo natural que as espécies autóctones selam na causa de sobrevivência sustentável que é compromisso persistente do autor.
Nos trabalhos de João Ferreira - Janjã são percetíveis os ecos de outras muitas vozes, de Hieronymus Bosch a David Bowie estamos lá todos, os mortais, é portanto uma exposição autobiográfica.
Emília Nogueiro
Sobre o autor:
João Ferreira – Janjã, (João Manuel Vaz dos Santos Ferreira Rodrigues) nasceu em Bragança, 1960. Licenciou-se em Ciências Jurídicas na Universidade Portucalense do Porto. Desde finais da década de 90 que se dedica de forma permanente à escultura. Colaborou com mestres escultores Bijagós na Guiné Bissau. Frequentou o Mestrado em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Está representado em várias coleções privadas em Portugal, Espanha, Bélgica e França. Expõe de forma regular desde 2002.
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