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sábado, 23 de março de 2013

Cinema. Às Segundas | Galeria HISTÓRIA E ARTE | 21.30 h | BRAGANÇA


Viva!
Na próxima segunda feira dia 25 de Março apresentamos o filme "Ladrões de bicicletas" de Vittorio de Sica que fecha o primeiro ciclo de cinema dedicado ao neorealismo italiano. Havemos de voltar ao cinema italiano mas nas 5 segundas que haverá em Abril será o cinema sobre teatro o tema dos filmes que propomos. Esperamos que sejam do vosso agrado e agradecemos a vossa visita! 
cumprimentos e até Segunda!

domingo, 17 de março de 2013

Cinema. Às Segundas | Galeria HISTÓRIA E ARTE | 21.30 h | BRAGANÇA



No primeiro ciclo de "Cinema. Às Segundas" na Galeria HISTÓRIA E ARTE dedicado ao cinema "histórico" italiano propomos para dia 18 de Março - Viagem a Itália de R. Rossellini.
Esperamos que seja do vosso agrado, agradecemos a vossa presença!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cinema. Às Segundas | Galeria HISTÓRIA E ARTE | 21.30 h | BRAGANÇA



É com muito prazer que convidamos para o ciclo "Cinema. Às segundas" onde retomamos a boa prática de fruição colectiva de cinema na nossa cidade. Neste primeiro ciclo dedicado ao cinema "histórico" italiano propomos para dia 11 de Março - O Leopardo de L. Visconti.
Agradecemos a vossa visita!

domingo, 3 de março de 2013

Cinema às segundas | Galeria HISTÓRIA E ARTE | BRAGANÇA


No mês em que há-de chegar a Primavera damos início ao ciclo "Cinema. Às segundas" em que pretendemos retomar a boa prática de fruição colectiva de cinema na nossa cidade. O Cinema será projectado todas as Segundas feiras na Galeria HISTÓRIA E ARTE. O primeiro ciclo é dedicado ao cinema "histórico" italiano um começo auspicioso que esperamos que seja do vosso agrado!
Agradecemos a vossa visita! :) 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

António Pires | exposição | fotografia | 2 março 2013 | 15.30 h | galeria História e Arte | Bragança



Sobre a Exposição:
fragmentos é o título da exposição de fotografia de António Pires, composta por obras elaboradas desde 2010 até ao presente. É com transbordante prazer que a partilhamos convosco na galeria História e Arte a partir do dia 2 de Março até dia 2 de Abril.
As imagens criadas por António Pires seduzem-nos e convidam-nos a participar nas subtilezas que evocam. A impressão primeira é sempre de um encantamento sensorial. Mas, á medida que dilatamos o tempo de observação e ajustamos os nossos sentidos á obra, vamos pressentindo a frágil certeza das suas subtilezas.
A diluição dos contornos sublima a intensidade da mancha que assume a indefinição como via comunicacional. O momento registado retém o tempo do movimento das formas "segredando-nos" o devaneio das memórias e a idealização da realidade observada e guardada.
A luz, concebida entre o movimento e a cor, envolve o corpo da imagem que evoca... Sustém a impressão e liberta a realidade retratada.
Gerado no conflito entre registo analógico e registo digital, o processo criativo de António Pires reflecte, através da observação do real, uma fuga para impressões individuais intensamente estéticas na tentativa paradoxal de fixar a irrealidade na efemeridade do movimento.              

Sobre o autor:
António Pires nasceu em 1960 em Bragança e vive atualmente em Lisboa.
Exposições:  
- "Fusão", rua Marquês de Subserra nº10, Lisboa, 2012
- "Hoje", Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 2011
- "Casa B 13-12", Produção e Realização: CJ, SGPS--Corte e Costura Coimbra, 2002
- "Sub-versões", CITAC texto: Rui Zink, encenação: Carlos Curto, fotografia: ACTO ÚNICO, Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 2000
- "Infidelidades", CITAC texto: Luís Assis, encenação: Nicolau Lima Antunes, fotografia: ACTO ÚNICO, Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 1999
- "Um Imbróglio", CITAC texto: Lewis Trondheim, encenação: Carlos Reis, fotografia: ACTO ÚNICO, CITAC, Coimbra, 1999
- "O Festival e os seus Músicos", 5º Festival Internacional de Música de Coimbra, Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 1997
- "INSTALAÇÕES - fotografia, vídeo, música e lixo" organizada pela Associação Animal em colaboração com a PRÓ URBE - Associação Cívica de Coimbra (campanha "Viva o Rio") Fábrica A Ideal, Coimbra, 1996
- Escola de Fotografia da Associação Animal, Coimbra, 1995
- Realizou, com Paulo Mora, um documentário em Vídeo para a exposição "Homenagem a Adriano Correia de Oliveira", Sines, 1997
Outras atividades :
- Colaborou como fotógrafo para a edição do livro/CD "Hoje" de Fernando Seabra Santos, 2010
- Colaborou como fotógrafo para a edição do livro "Gabinete Transnatural de Domingos Vandelli", 2008
- Colaborou como fotógrafo na exposição "O Gabinete de Curiosidades de Domenico Vandelli", Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 2007
- Colaborou na exposição fotográfica "Missão Botânica" Angola 1927/37 do botânico Prof. Luís Carrisso, comissariado por Paulo Bernaschina, Coimbra, 2005.
- "Acto Único" projeto comissariado com António Martins, Nuno Patinho e Paulo Mora, integrado na produção "Pessoas Reais" / CITAC, Coimbra, 1999-2000.
- Criou, com Paulo Bernaschina e Paulo Mora, o projeto ANIMAL (Escola e Estúdio de Fotografia), Coimbra, 1995. 
- Colaborador do Centro de Estudos de Fotografia (CEF) e dos Encontros de Fotografia, Coimbra, 1987-93.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

"COLD STRINGS" | Bird by Snow (USA) | Galeria História e Arte | Bragança | 21.02.2013 | 22.00h



Este concerto de Bird by Snow está incluído numa tour Ibérica cuja data de Bragança é a Única em Portugal.
http://www.birdbysnow.com/
ENTRADA: 5€
Opção Bilhete Geral para "COLD STRINGS" The Wooden Wolf + Bird by Snow = 7€
Reservas para bilhete conjunto "COLD STRINGS" com nome e nº BI/CC para: 
dedos-bionicos@sapo.pt


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

HISTÓRIA E ARTE | V ANIVERSÁRIO


Desde 2007 que o espaço HISTÓRIA E ARTE tem as portas abertas ao mundo! Cinco anos de persistência a usufruir, explorar e divulgar a HISTÓRIA e a ARTE de Bragança (porque é em Bragança que escolhemos viver) e, inevitavelmente de outros territórios (porque não vivemos sozinhos).
A galeria de arte e as visitas orientadas ao património histórico continuam a ser as linhas mais fundas de nossa busca à qual acrescentamos os livros e as oficinas de artes plásticas. A rede de pessoas que interferem neste processo é imensa, maior que a HISTÓRIA e a ARTE que nos rodeia e é a elas que estamos infinitamente gratos por estes 5 anos de aprendizagens! Haja saúde para mais 5 000!!


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Inauguração | Vinícius Vargas | arte digital | sexta feira | dia 27 de Abril | 17.30 | galeria HISTÓRIA E ARTE





É com imenso prazer que vos convidamos para a inauguração da exposição de arte digital de Vinícius Vargas, na sexta feira às 17.30 h, na galeria HISTÓRIA E ARTE!
Para celebrar a chegada desta atmosfera tropical à Rua Abílio Beça vamos estar acompanhados pela guitarra do músico Mário Cardoso (docente da ESEB-IPB e Conservatório de música de Bragança)
Agradecemos a vossa visita :)


Guitarra | Mário Cardoso


Sobre a exposição
A arte digital assume para Vinícius Vargas um território de experimentação que lhe permite registar diferentes linguagens artísticas. Os trabalhos agora apresentados em Bragança partem de imagens reais captadas e manipuladas mas também de composições inteiramente criadas com tecnologia digital onde o autor nos confronta com diversas realidades. Vinícius Vargas explora a branco e negro a poesia visual e propõe-nos cores vibrantes nas composições não figurativas, as mesmas cores com que regista elementos do imaginário tradicional brasileiro.

Sobre o autor
Vinícius Vargas Vieira dos Santos, natural do Brasil é docente na Faculdade de Lions (Goiânia-GO). Participa em diversas áreas criativas das quais destacamos: a atuação teatral Zabriskie Teatro, e no Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau; composição sonora para desfiles de moda; Exposição de arte ( Goiânia Ouro- 2011), Balada Letra Livre – Exposição de arte (Espaço Mais Um – 2011) Obrando Arte – Exposição de arte (Goiânia Ouro– 2011). Bem como a Produção Literária - Poesia Plástica – Coleção Letra Livre. (2011). Desenvolve a sua pesquisa artística no âmbito do Tropicalismo, Concretismo, Neoconcretismo, Cinema Novo, Pop Art e Modernismo Brasileiro.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Inauguraçã​o | As nove transformações parte 2 | R. Brito | sábado | 25 de fevereiro | 17.30 h | galeria HISTÓRIA E ARTE | Bragança | Portugal

Hotel 555 e R.Brito apresentam em Bragança, nesta que é a segunda exposição do Ciclo Gold Burgh, o projecto “As nove transformações ”. O título da exposição, uma citação directa da obra de Sun Tsu, “A Arte da Guerra”. O capitulo 5, alude ao interesse do sujeito no desenvolvimento de um corpo ancorado mais a uma praxis idiossincrática do que à produção de uma discursividade de índole verbal (ou verbalmente traduzível). Estruturada em torno de dois momentos distintos, mas complementares, a exposição inaugurarou no dia 11 de Fevereiro, com o Convento de Monchique transfigurado para acolher um exercício performativo único de R.Brito, que deixou o resultado dessa performance no espaço expositivo, acessível a todos visitantes. Duas semanas depois, este sábado dia 25 de Fevereiro, terá lugar o início do segundo e último momento deste projecto em Bragança na Galeria História e Arte. Partindo dos pressupostos, mas sobretudo das consequências do seu acto performativo inicial, R.Brito desenvolverá um segundo corpo de trabalho que não só dialogará, como responderá às questões levantadas, e deixadas em aberto, pelo exercício inicial. R. Brito

R.Brito nasceu no Porto em 1976. Licenciado em Artes plásticas/Desenho pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha – Extensão do Instituto Politécnico de Leiria, vive e trabalha entre o Porto e Óbidos . Tendo iniciado a sua actividade expositiva no inicio do século XXI, destacam-se as seguintes exposições individuais: Maptização, Galeria M.C.M.A. Castelo Branco, 2004; Circuito E.C....U, Centro da ordem dos Médicos, Porto, 2007; Tecnorgancraft I e II, Galeria Jorge Shirley, Lisboa, 2008/09 e Elemento H+, Espaço Hotel 25, Berlim, 2010 e Desenho I, Agencia Porpagarte, Porto, 2011. Das colectivas em que participou mencionam-se S Series, Lab04, Oficina Fernando Santos, Porto, 2004; Operação de estado, Museu António Duarte, Caldas da Rainha, 2005; Anteciparte, Museu de Ciências Naturais, Lisboa, 2007; Ariene RothsChild 3rd Painting Prize, Lisboa, 2007; É, em conjunto com Hugo Branco e Tiago Abelha, responsável pelo projecto Hotel 555 Artist in residency. Em 2005, foi Menção Honrosa no Prémio de Escultura, Arts Hotel, Lisboa.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

COOMONTE, José Luis Alonso | galeria HISTÓRIA E ARTE



Sobre el autor:
Coomonte, José Luis Alonso Nacido en 1932 en Benavente, Zamora, España, estudió en Madrid, en la Escuela de Bellas Artes de San Fernando. A mediados de los años 50 viajó a París y al final de la década, entre Madrid y Benavente, realizo varias obras públicas para estas ciudades y también para Zamora y León, empezó en esta época la práctica docente que se extendió más tarde a la Universidad de Salamanca. En los años 60, fue galardonado con la Medalla de Oro en Escultura en la Bienal de Arte Sacro de Salzburgo, exhibió sus trabajos en el Palacio de Bellas Artes de Bruselas, en la II Bienal de París, en el Museo de Arte Contemporáneo de París, en la Exposición Mundial de Nueva York y representó a España en España en México. En colaboración con Carlos Muñoz de Pablos y Francisco Argüello ha creado el grupo "Gremio 62", juntos estuvieron en la Dirección General de Bellas Artes de Madrid y en la Galería de imágenes Nouvelles en La Haya
La obra plástica de Coomonte continúa propagándose a través de una serie de espacios públicos, interiores institucionales, museos, pasos procesionales, ornamentos para sinagoga, y también en colecciones privadas y en su efervescente taller en San Marcial, donde el impulso creativo de Coomonte lo lleva a una búsqueda constante de materiales, técnicas, temas y evocaciones, pero sobre todo a nunca dejar de buscar

Sobre la exposición:
Son varios los objetos artísticos de Coomonte que viajaron desde San Marcial (Zamora) para instalarse en la Galería de Historia e Arte (Bragança, Portugal), en una exposición que pretende ser representativa del proceso creativo actual del autor. Escultura, collage, joyería son algunas de las categorías con las que podemos catalogar los objetos de esta exposición, subrayando uno de los elementos perturbadores de la práctica artística de Coomonte - la pluralidad de lenguajes y técnicas que toma, en una praxis compleja y constante.
El ready-made, los residuos plásticos, los acrílicos, se asumen como una estrategia de delato crítico de la compleja realidad contemporánea que con irónico sentido del humor nos enfrenta. Instalados en una composición exuberante evocan un banquete abundante en dramas sociales que se presentan como si de las más exquisitas vituallas se trataran.
Más allá de esta composición dos figuras de hierro forjado se destacan, no sólo en las técnicas, donde es evidente la fuerza del procesamiento manual de los materiales, sino también en el simbólico contenido del título que las acompanha; Para Coomonte Calisto y Malibea son casi tótems, presidiendo solemnemente al banquete como guerreros estoicos de los valores emocionales resistentes a la deflagración de formas, colores, materiales e imágenes que hoy nos llenan los ojos.
Sin jamás perder el sentido estético y valorando la intensidad de la práctica visual, el autor nos presenta varios lenguajes creativos que evocan la inquietud que el mismo experimenta.
Emília Nogueiro 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

COOMONTE, José Luis Alonso | exposição | escultura | janeiro 2012



Inauguramos sexta, dia 20, às 17.30 h
Para desfrutarmos juntos da presença do autor contamos com a vossa visita!

Sobre o autor:
COOMONTE, José Luis Alonso
Nasceu em 1932 em Benavente, Zamora, Espanha, estudou em Madrid, na Escola de Belas Artes San Fernando. Em meados da década de 50 viajou a Paris e nos finais da década, entre Madrid e Benavente, realizou diversas obras públicas para estas cidades e também para Zamora e León, iniciou nesta época a prática docente que se estendeu mais tarde à Universidade de Salamanca. Na década de 60 foi premiado, com a Medalha de Ouro em Escultura, na Bienal de Arte Sacra de Salzburgo, expôs no Palácio de Belas Artes de Bruxelas, na II Bienal de Paris, Museu de Arte Contemporânea de Paris, na Exposição Mundial de Nova York e representou Espanha na Exposição España en México. Em colaboração com Carlos Muñoz de Pablos e Francisco Argüello criou o grupo “Gremio 62” expondo em conjunto na Dirección General de Bellas Artes em Madrid e na Galería Nouvelles Images em Haya. A obra plástica de Coomonte continua a espalhar-se por uma imensidade de espaços públicos, de interiores institucionais, museus, passos processionais cristãos ou ornamentos de sinagoga, mas também, em colecções privadas e no seu efervescente ateliê em San Marcial, porque a compulsão criativa de Coomonte leva-o a uma constante busca de materiais, técnicas, temas e evocações mas sobretudo a nunca parar de procurar

Sobre a exposição:
São vários os objectos artísticos de Coomonte que viajaram de San Marcial (Zamora) para se instalarem na galeria História e Arte, numa mostra que se pretende representativa do processo criativo actual do autor. Escultura, collage, joalharia são algumas das categorias com que podemos catalogar a exposição, sublinhando um dos elementos perturbadores da prática artística de Coomonte - a pluralidade de linguagens e técnicas que abrange, numa praxis complexa e sistemática.
O ready-made, o lixo plástico, os acrílicos, são assumidos como estratégia de denúncia crítica sobre as complexas realidades contemporâneas que com descarada ironia e sentido de humor Coomonte nos confronta. Instalados numa composição exuberante evocam um banquete onde vários dramas sociais são apresentados como se das mais apreciadas vitualhas se tratassem.
Além desta composição, duas figuras em ferro forjado se destacam, não apenas nas técnicas, fortemente envolvidas pela transformação manual dos materiais, mas também pelos conteúdos simbólicos do título que as acompanha que nos remetem para o imaginário literário; Para Coomonte Calisto e Malibea são quase totens, presidem solenemente o banquete como guerreiros estóicos dos valores emocionais, resistentes à deflagração de formas, cores, materiais e imagens que avassaladoramente preenchem hoje o nosso olhar.
Sem nunca perder o sentido estético e valorizando a intensidade da prática visual o autor apresenta-nos múltiplas expressões criativas evocando a inquietação que ele próprio experimenta.
Emília Nogueiro

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Arq. Manuel Ferreira | Aguarelas | inauguração 25 de Novembro 2011 | 17.30 h | Galeria HISTÓRIA E ARTE


Rio de Onor
Aguarela s\ papel
2002
92 cm x 74 cm
Assinado: Ferreira de Palácios

Manuel Ferreira
Manuel Maria Ferreira Rodrigues nasceu em Palácios (Bragança) em 1927. Estudou arquitectura na Escola de Belas Artes do Porto onde também frequentou aulas da licenciatura de pintura, área que em conjunto com o desenho o autor explorou desde cedo. Ainda enquanto estudante em Bragança destacam-se os desenhos onde registou inúmeros objectos arqueológicos a pedido do insigne arqueólogo Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal). Já no Porto, coincidiu com várias personalidades que mais tarde se distinguiram em diferentes contextos de criatividade artística de entre eles Ângelo de Sousa, Álvaro Siza Vieira e também António A. M. L. Quadros com quem manteve um estreito contacto até ao desaparecimento deste. Até aos anos 80 do século passado era dos raros arquitectos a trabalhar de forma sistemática em Bragança, e, até há bem poucos dias o único pintor cuja obra era passível de ser vista no museu e demais espaços culturais, mas, também em murais decorativos em diversos espaços públicos da cidade. Este facto constitui inquestionavelmente uma referência local na cultura de aproximação aos objectos artísticos promovida pelo Arq. Manuel Ferreira pela primeira vez desafectados dos formalismos de um espaço institucional. Aos 84 anos continua a registar aquilo que lhe dá mais prazer recriar, a paisagem transmontana (a natural, a construída e inerente a esta as práticas imateriais que lhe estão afectas) e o figurativo feminino. A técnica de eleição é a aguarela que domina com o respeito dos antigos mestres, persistindo na prática constante e na busca incansável do sossego das suas mãos inquietas. A poética pincelada do Arq. Manuel Ferreira é capaz de reter, no seu virtuosismo técnico, o etéreo dos fundos das paisagens a perder de vista mas sobretudo o seu olhar sempre encantado com a beleza que nos rodeia.
Por tudo isto é com muito orgulho e com um enorme prazer que vos convidamos a inaugurar a exposição de aguarelas de Manuel Ferreira, na sexta-feira, dia 25 de Novembro pelas 17.30 na galeria História e Arte!
Cá vos esperamos!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Exposição de fotografia | José Pessoa | Galeria HISTÓRIA E ARTE


“O Túmulo de um Rei”

Uma leitura fotográfica

A fotografia de obras de arte exige uma leitura interpretativa. Tarefa de grande responsabilidade que implica método, rigor, autenticidade, compreensão e… criatividade. O túmulo de D. Fernando I, proveniente da Igreja de S. Francisco de Santarém, hoje no Museu do Carmo, “…apesar de se encontrar exposto ao público há já mais de um século, nunca despertou o interesse dos mais notáveis historiadores de arte que apenas lhe dedicaram escassas linhas.” (Arnaud, J.M., 2009). Para um notável estudo de Carla Varela Fernandes (“A imagem de um Rei – análise do túmulo de D. Fernando I”, AAP, Lisboa 2009) levei a cabo este levantamento, por solicitação da Direcção da Associação dos Arqueólogos Portugueses, a mais antiga instituição de defesa do património, a que me orgulho de pertencer.
Foi, como deveria ser sempre, um trabalho interdisciplinar, entre o historiador e o fotógrafo. A construção das imagens fez parte de um processo de investigação e estas permitiram um novo e surpreendente encontro com uma nova leitura desta extraordinária peça.
Instrumento comparativo fundamental da História de Arte, a Fotografia é também uma expressão artística que deve ser respeitada e usufruída. O Túmulo não deve viajar, mas as imagens podem, é essa uma das suas qualidades.
José Pessoa
2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

João Ferreira | escultura | Melhores dias virão… ou não Galeria HISTÓRIA E ARTE


“Melhores dias virão… ou não” é o título da série de esculturas de João Ferreira agora mostradas na galeria História e Arte e que resultam do trabalho dos últimos meses.
Na continuidade do processo exploratório da dualidade entre materiais orgânicos e inorgânicos, madeiras e materiais metálicos, a colecção de objectos escultóricos do João Ferreira agora exibida, revela nos temas uma inquietação angustiada pela actual realidade social.
Imersas em intensas interpretações iconográficas as obras do autor evocam a força simbólica do objecto como se a obra autentificasse a alegoria simbolizada, como se de arte sacra se tratasse.
Assumindo essa coerência a presente exposição confronta-nos com temíveis alimárias e vorazes pragas todas conjugados para intemporalmente nos atormentarem. Parece que assistimos à ilustração volumétrica dos receios latentes na presente conjuntura. Os medos evocados não são novos, e podemos reconhecer mitologias clássicas, bestiários medievais e até canções revolucionárias de contestação, que diacronicamente nos testemunham o que apesar das distâncias temporais e espaciais, se mantém imutável e portanto pertinente para ser questionado hoje como no passado.

Inauguração sexta-feira 17 de Junho, às 17.30 na Galeria HISTÓRIA E ARTE
Convidamos-vos a brindar connosco desta vez forçosamente com sangria! :)
Agradecemos a vossa visita!