quarta-feira, 29 de outubro de 2008

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA - MERCEDES ÁLVAREZ ESPÁRIZ



Depois de várias vezes destacarmos neste blog o património religioso católico e\ou estudos sobre a cultura hebraica achamos que era desejável incluir também a outra religião do Livro – O Islão. Há-de vir em formato de fotografia e ocupará o espaço Historia e Arte durante o mês de Novembro. A exposição de fotografia de Mercedes Álvarez Espáriz inaugura no dia 8 de Novembro (Sábado, às 18 h) e claro cá vos esperamos, desta vez para brindarmos com um chá de menta!!!! :)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

MOSTRA DOS TRABALHOS DOS ALUNOS DO CURSO DE ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

Durante o mês de Outubro vão estar expostos aqui no espaço história e arte os trabalhos dos alunos do curso de Ilustração Científica, que decorreu na passada primavera.
Como o resultado do curso é deveras inspirador proponho que o contemplemos com um cálice de néctar licoroso (produto das soberbas margens do Douro) hoje por volta das 5 e meia da tarde! Brindemos aos autores dos trabalhos e claro, à mestre que os orientou!!
Até logo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CURSO DE AGUARELA

“Antes de nós nos mesmos arvoredos

Passou o vento…........“ RR
  • Autor \ Assinatura: Manuel ferreira; MFerreira de Palácios 2006
  • Título: Ruínas em Castrelos, (Terra Fria Transmontana)
  • Técnica \ Dimensões: Aguarela sobre papel; 70 cm x 90 cm
O curso é orientado pela poética pincelada do Arq. Manuel Ferreira. Mais uma vez contamos com a abençoada paciência do Arquitecto que promete partilhar a sua técnica e sobretudo o seu olhar sobre a beleza que nos rodeia… é uma oportunidade imperdível, um privilégio privar com a sensibilidade única de Manuel Ferreira ...
.
Decorre ao longo de uma mês, com 16 horas de aulas (em horário pós-laboral), repartidas em duas sessões semanais; o inicio está previsto para dia 15 de Outubro… Cá vos esperamos!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

JUDEUS DE CARÇÃO

CARÇÃO, A CAPITAL DO MARRANISMO
Resultado de uma investigação aos processos do Santo Ofício relativos a cristãos-novos de Carção, António Júlio Andrade e Maria Fernanda Guimarães desenham o retrato de uma comunidade laboriosa e industriosa (1638-1742), que fiel às suas origens, mais ou menos veladamente, manteve as suas crenças, lutou e morreu por elas. Foram mártires por serem de nação e crerem na lei de Moisés.
CP

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

TECTOS DECORADOS

Há 500 anos Miguel Ângelo pintava o tecto da capela sistina no Vaticano, que constitui, inquestionavelmente, uma das obras-primas da arte ocidental. A pintura de tectos foi um género praticado em Portugal com alguma insistência principalmente ao longo do século XVIII. Neste período vários tectos de espaços religiosos foram decorados em Bragança.
Confesso que tenho uma especial predilecção por tectos decorados, sobretudo pela dificuldade que supõe a sua correcta fruição… é que, para se observar adequadamente um tecto decorado é forçoso um certo sacrifício, uma certa dor no pescoço e um ligeiro desequilíbrio… sim, porque nunca é possível deitarmo-nos no chão para contemplar tranquilamente estas obras, geralmente colocadas em espaços onde o decoro não permite posturas tão descontraídas... :(
Tecto da igreja de Santa Maria, em Bragança, século XVIII, a composição central representa a ascensão da Virgem Maria.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

25 º ANIVERSÁRIO DO MUSEU MILITAR DE BRAGANÇA

O Museu Militar de Bragança comemora dia 22 de Agosto o 25º Aniversário da reinstalação do acervo museológico na Torre de Menagem do castelo. O museu foi desactivado na década de 50 do século XX no decurso da extinção da unidade militar responsável pela sua gestão. O acervo museológico foi então trasladado para o Museu Militar de Lisboa, tendo sido devolvido ao local de origem já na década de 80. No entanto, a fundação do museu remonta ao ano de 1929 e deve-se à incansável acção do Coronel José António Teixeira (1879\1963) enquanto Comandante do Regimento de Infantaria Nº10 .

sábado, 9 de agosto de 2008

Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Sábado, dia 9 de Agosto, pelas 16;00h será inaugurada a Exposição de fotografia (a P&b), intitulada "Escombros – Minas transmontanas", de autoria de José Luís Gonçalves, e que terá lugar no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
Dia 10 de Agosto (domingo), o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, promove ainda um Encontro dos antigos trabalhadores da ex-Ferrominas, a empresa mineira de explorou as minas de ferro de Moncorvo, entre 1951 e 1986. Por volta de 1992 esta empresa foi formalmente extinta e integrada na EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), a actual proprietária do depósito mineral de Moncorvo. O Museu do Ferro elaborou uma base de dados dos trabalhadores da Ferrominas, com cerca de 1300 registos, a qual será igualmente apresentada no dia deste Encontro.Estes eventos revestem-se de especial interesse num momento em que o sector mineiro parece começar a agitar-se, com a retoma de prospecções em algumas minas trasmontanas, e quando sabemos que desde final do ano passado se encontram autorizadas novas prospecções nas minas de Moncorvo. Se fôr seu desejo confraternizar com os antigos trabalhadores da Ferrominas, e ouvir as suas histórias de Vida, de muito trabalho, incertezas, angústias e sacrifícios, sobretudo na fase final, perante o espectro do desemprego, informamos que a sessão é aberta a todos os que queiram participar e é uma oportunidade única para escutarem uma lição de história ao vivo! Não podemos esquecer as nossas memórias mineiras!!
NR

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

EXPOSIÇÃO DE AGUARELAS - ARQUITECTO MANUEL FERREIRA


  • Peniche,
  • aguarela sobre papel, 65 x 50 cm;
  • assinado: Ferreira de Palácios 06
É este o mar que se avista do espaço História e Arte… «mar imenso, solitário e antigo…» SMBA

sexta-feira, 25 de julho de 2008

1º ANIVERSÁRIO DO ESPAÇO HISTÓRIA E ARTE



Faz hoje um ano que abri ao público o espaço HISTÓRIA E ARTE. Apesar da minha pouca disponibilidade actual não podia deixar passar em branco esta data, que é para mim muito importante… escusado será dizer que foi um ano pródigo em descobertas, algumas melhores que outras! mas, não me posso queixar de rotina, tédio ou mesmo aborrecimento, Não! Abrir um espaço cultural no interior profundo tem efectivamente essa vantagem… nunca sabemos quanto tempo nos vamos aguentar, e esse aspecto, paradoxalmente funciona como estimulo para não parar!! Continuo a pedir a bênção a S. Tiago, que se celebra hoje, e claro a todas as Santas e Santos, Anjos e Arcanjos, Profetas e Divindades de todos os cultos e sobretudo a vós irmãos!! Que rogueis por mim!! :) Oxalá possa celebrar o segundo, terceiro e quarto aniversário… mais não peço porque também não gosto de pensar a tão longo prazo!! Resta-me agradecer o apoio e ânimo de visitantes e amigos, e sobretudo a colaboração directa dos meus artistas sem os quais não poderia organizar exposições, cursos e ateliers, A Vós Espíritos Sublimes criadores do belo e de todas as formas artísticas que preenchem o meu quotidiano OBRIGADO!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

DAMA DE NUREMBERG


  • Autor: João Ferreira
  • Materiais: Madeira de Nogueira e ferro
  • Dimensões: 83 x 26 x 23 cm
O último trabalho escultórico a entrar no espaço História e Arte tem como suporte criativo o conceito de “desvio” enquanto alteração sensível, erro desejado… É um corpo fragmentado, um torso feminino, fendido longitudinalmente, separando a frente das costas. Neste espaço “entre” o peito e as costas, cravam-se ferros pontiagudos, ligando ambas partes com um elo frio e agressivo, em contraste com o acabamento quente e suave do exterior do corpo fragmentado, em madeira de nogueira. Formalmente a referência evocada é a estrutura de tortura medieval denominada de Dama de Nuremberg, esta estrutura caracteriza-se pelo contorno antropomórfico, semelhante a um sarcófago. No seu interior, cravado de estacas pontiagudas, eram colocados os condenados.
A obra confronta-nos com a suavidade aparente, dos contornos aprazíveis de um corpo feminino, que oculta tortuosos espinhos…

quarta-feira, 25 de junho de 2008

"INVASÕES FRANCESAS", FOI HÁ 200 ANOS!

Sobre o início da resistência militar em Bragança diz o Abade de Baçal: «Em 1808 o benemérito general Sepúlveda levantou em Bragança o grito nacional, grito que rápido ecoou por toda a província de Trás-os-Montes e pelo Minho, tornando-se em breve geral em todo o país, desde o norte até às praias do Algarve». Daqui se conclui que foi Bragança a primeira terra que se revoltou eficazmente, ficando as outras que a precederam em meras tentativas (…) Entretanto, as ordens de Sepúlveda iam-se cumprindo; o regimento de infantaria 12, que os franceses haviam licenciado, como os mais do reino, era restabelecido. No dia 18 reorganizou as guardas na cidade; no dia 23 mandou sessenta homens para a Régua; dia 25 quarenta homens e duas peças de artilharia para Moncorvo, para onde no dia 29 fez marchar mais duzentos; dia 4 de Julho cento e trinta para Urros, a guarnecer a Barca de Alva e Peredo, e no dia seguinte parte ele próprio para Vila Real. Tão enérgicas foram as suas ordens tendentes à reorganização dos corpos da guarnição de Bragança — cavalaria 12 e infantaria 24 — que o primeiro esquadrão de cavalaria que se apresentou na Beira, às ordens do general Bacelar, foi o 12 de Bragança. Alves, Fº Manuel, Tomo I, pp. 143,147.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

MONUMENTOS DE ESCRITA

Apresentação do Roteiro «Monumentos de Escrita: 400 anos da História da Sé e da cidade de Viseu», dia 24 de Junho, 21 h, FNAC Viseu

segunda-feira, 9 de junho de 2008

DA GENÉTICA DOS JUDEUS DE TRÁS-OS-MONTES

A HISTÓRIA CONTADA PELOS GENES
Desde Janeiro que estava ansiosa para poder divulgar o resultado da tese de mestrado em Evolução Humana do Departamento de Antropologia da FCTUC intitulada: CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DA POPULAÇÃO JUDAICA DE TRÁS-OS-MONTES E BELMONTE COM BASE NO ESTUDO DE POLIMORFISMOS DO CROMOSSOMA Y, da investigadora Inês Nogueiro. O espírito inquieto e profundamente perscrutador aliado ao domínio das ciências exactas permitiu a esta investigadora produzir uma tese transversal a vários domínios, e portanto, interessante para vários públicos, é um estudo multidisciplinar, e apesar de este vocábulo ser amplamente utilizado, na prática, é poucas vezes aplicado. Este estudo constitui não só um excelente trabalho académico, mas sobretudo um importante contributo para o conhecimento da história da comunidade judaica transmontana e beirã, com base em princípios científicos, laboratorialmente analisados, e sobretudo, acrescenta o conhecimento de mais um raminho desta fabulosa árvore genética a que pertencemos. Por tudo isto, BRAVO INÊS! Animo para o doutoramento! (a Inês é minha irmã :) A comunicação será feita na Universidade de Évora, dia 13 de Junho de 2008, 9. 00 H. Para mais informações contactar: inesnogueiro@gmail.com

«Embora existam já diversos trabalhos relativos à caracterização genética da população portuguesa, no continente e ilhas, bem como, numerosas investigações referentes às diversas comunidades judaicas espalhadas pelo mundo, não tinha sido realizado ainda qualquer estudo sistemático sobre os judeus portugueses e em particular os transmontanos e beirões O presente trabalho pretende, através da análise de marcadores bialélicos do cromossoma Y, caracterizar geneticamente estas populações, compara-las com outras populações judaicas e restante população portuguesa, deduzir elementos sobre padrões de povoamento e estabelecer se o isolamento demográfico devido a condicionalismos religiosos teve ou não impacto na distribuição de frequências genética. Determinou-se uma elevada diversidade de haplótipos definidos por SNPs, que indicia uma miscigenação com a população portuguesa. Ficou evidenciada a presença de uma componente ancestral que reflecte a sua origem no Médio-Oriente, assim como vestígios do contacto com populações europeias ao longo da diáspora. A população judia aqui estudada apresenta maior afinidade genética com populações judias europeias e israelitas do que com populações não judias, e em particular com a população portuguesa.» (Nogueiro, 2007).

quinta-feira, 5 de junho de 2008

ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA



As aves e flores cientificamente ilustradas pela Ana Guimarães fantasiam jovialmente a tensão decorrente de uma primavera caprichosa e de mau feitio… alegramo-nos de que tenham encontrado aqui na galeria do espaço HISTÓRIA E ARTE um bom refúgio…

quarta-feira, 4 de junho de 2008

AULAS DE ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA

O curso de ilustração científica decorre com surpreendentes resultados nos vários trabalhos que os participantes já realizaram, para já ainda não os quero mostrar… quero manter o mistério até à exposição que farei no final do curso ! Vou acompanhando o curso, não com a dedicação com que gostaria, (porque o espaço contíguo da galeria mantém-se aberto), mas sem dúvida que tem sido balsâmico o reencontro com tantos materiais: cinco tipos de grafite, os lápis de cor, a borracha-pão (toda uma descoberta!), e dentro em breve a tinta-da-china, com aparo e tudo! Mas a sensibilidade que a Ana Guimarães nos está a exercitar prende-se sobretudo com os caminhos dúbios da sombra e da luz, do claro e do escuro… parece místico!... e é! Observar como os diferentes gradientes que gravitam entre a luz e a sombra se vão avolumando numa ilusão óptica fabulosa! A Ana, domina os materiais de desenho de forma absolutamente inebriante, é um deleite observá-la a desenhar, enquanto nos desvenda os segredos que esta arte encerra…

terça-feira, 3 de junho de 2008

URUEÑA - VILLA DEL LIBRO

Sob estes telhados existem 12 livrarias, 5 cafés\restaurantes e pouco mais de 200 habitantes… o projecto da Villa del Libro pareceu-me poesia pura.
Precisa ainda de um pouco mais de tempo para se consolidar e ganhar patina, mas mesmo a cheirar a novo as livrarias são um encanto!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Torso feminino com saia - escultura de João Ferreira

Torso feminino em madeira talhada e patinada. É suportado por uma estrutura metálica que evoca uma saia. A saia é constituída por várias partes metálicas que se sobrepõem sobre uma estrutura de roca. A imaginária religiosa de roca ou de vestir foi proibida desde o Concilio de Trento (século XVI), não obstante, no nordeste transmontano este modelo de estatuária subsistiu até muito mais tarde. Persistindo nesta memória o autor faz uso desta técnica, já não para sustento de uma imagem sagrada, mas para uma imagem profana, representada nua.
Há peças de que me custa separar… pode parecer absurdo, uma vez que as exponho, aqui na galeria, com intenção de serem vendidas! E claro! é bom para os autores… e eu também me regozijo que estes fabulosos “objectos”, com que partilho o meu quotidiano, passem a fazer parte do quotidiano de outrem… mas, sinto-lhes muito a falta….

quarta-feira, 21 de maio de 2008

" MUSEUS - AGENTES DE MUDANÇA SOCIAL E DESENVOLVIMENTO"



Foi este o tema proposto para reflexão pelo ICOM (Internacional Council of Museums) no passado dia Internacional dos Museus (18 de Maio). Parece evidente este papel dos museus, enquanto espaços guardadores de objectos e memórias são forçosamente agentes de mudança social e desenvolvimento, papel que pode ser partilhado por outras instituições culturais, na medida em que todos contribuem para o nosso desenvolvimento, pessoal enquanto indivíduos, e enquanto espécie… Mas, mais do que uma vez me confrontaram com o aspecto “elitista” que os museus reflectem, acusando esta ou aquela instituição museológica de espelhar uma realidade fragmentada, circunscrita a este ou àquele grupo. Na verdade considero impossível que um museu possa de per si reflectir toda a realidade, seja lá o que isso for, mesmo tratando-se de uma realidade regional ou relativa a um tema único. Se exponho aqui esta questão é porque já me foi posta por mais que um colega e sempre colegas mais doutos que eu, de cuja opinião me sirvo para me orientar no meu caminho… Na verdade julgo que existe uma certa obsessão com o compromisso social que os museus devem adoptar, não no sentido de abrir as portas a toda a população, (o que realmente considero urgente e digno de mais esforços), mas no sentido de tentar com que toda a população se sinta espelhado nos museus. Ora, parece-me absurdo, inexequível e fruto de complexos artifícios intelectuais que ainda não compreendi. Por isso pergunto: O que é que os museus devem contar?