Mostrar mensagens com a etiqueta ESCULTURA_João Ferreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ESCULTURA_João Ferreira. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de agosto de 2014

Do gesto Da palavra | João Ferreira | escultura | 2014





(fotografias cortesia de Manuel Teles)

Calíope esteve cá…
mas, foi-se


A pluralidade de modelos de comunicação representados ilustra a persistente vontade de promover o entendimento, bem como, a complexidade que o processo implica. A palavra, registada em signos gráficos, inscreve-nos na História, definindo cronologias e estruturando o pensamento. O autor revela-a num rolo metálico que gira, ao toque, repetindo as palavras como uma roda de orações repete as mantras. A oração é assumida como forma primeira de comunicação, da proposição da gramática à retórica, anuncia-se como caminho percorrido em cada palavra criada e dita. O livro guarda as palavras e o discurso liberta-as no espaço. A esta perturbadora densidade de linguagens o autor opõe a persistência na escuta, sugerindo a humildade desejável ao entendimento. 
Emilia Nogueiro

domingo, 22 de junho de 2014

Inauguração | Exposição | João Ferreira | sexta dia 27 de Junho | Galeria História e Arte | Bragança


Do gesto
Da palavra
João Ferreira | escultura | 2014

 Não se trata de uma visão maniqueísta da realidade, mas de uma narrativa exploratória dos claros-escuros que lhe definem o caminho. A inquietação no prazer de por as mãos a fazer coisas define obstinadamente o processo criativo do João Ferreira, sempre corpóreo, concreto, objectual e enraizado na intemporalidade do gesto.
A persistente vontade de transformar e reutilizar materiais desprezados supõe mais que uma crítica ao consumo contemporâneo pois assume a intervenção como acção sobre o objecto que descontextualizado da sua funcionalidade é interpretado na obra como matéria-prima. A sujeição aos recursos desaproveitados não constitui por isso uma limitação, sendo até propiciadora à continuada experimentação plástica que consolida o percurso do autor.
Simultaneamente a talha das madeiras autóctones evidencia a força do território que sempre transpira dos materiais naturais que, com as mãos, João Ferreira transforma. A Nogueira, o Carvalho, o Castanheiro e o Olmo, compartem o tempo e o espaço que guardam dentro impondo-se na obra como elemento revelador do diálogo que com o escultor mantêm. É a esse diálogo que o autor humildemente se entrega na incessante procura da forma comunicante.
A presente mostra dos trabalhos escultóricos do João Ferreira reúne as obras produzidas nos últimos meses, ocupando as duas salas de exposição da galeria.
A primeira sala sugere uma visão irónica do quotidiano, um quotidiano cheio de figuras risíveis no gesto e na atitude. O humor confronta-nos com clichés e causas com que a diário tropeçamos, assumindo-se como resposta compensatória à disfuncionalidade que nos acompanha.
A sala interior provoca uma reflexão mais séria, menos risível e inquestionavelmente mais perturbadora. Todo o espaço nos confronta com o Verbo entendido como Palavra, Discurso, Comunicação. O autor usa a oratória ou as novas e velhas tecnologias da comunicação para tentar entender ou questionar o aparato criado para facilitar a linguagem. Aos modelos de comunicação sugeridos opõe a persistência na escuta, sugerindo a humildade desejável ao entendimento.
Emília Nogueiro

domingo, 10 de novembro de 2013

João Ferreira | escultura | Melhores dias virão... oxalá!



Casa da Cultura de Vila Pouca de Aguiar | Outubro de 2013
“Melhores dias virão… Oxalá!” é o título da série de esculturas de João Ferreira em exposição na Casa da Cultura de Vila Pouca de Aguiar de 31 de Outubro
até 24 Novembro.
O diálogo entre materiais orgânicos e inorgânicos, madeiras e materiais metálicos, permite ao autor explorar a plasticidade da inquietante fronteira que existe entre ambos. Os materiais orgânicos assumem linhas suaves, amplas e onduladas volumetrias expondo a fraterna empatia por tudo o que na continuidade se degrada. Enquanto os materiais inorgânicos imprimem os ângulos agudos, os vértices e as rupturas que dinamizam o diálogo sensitivo.
A colecção de objectos escultóricos do João Ferreira agora exibida revela nos temas o desassossego da condição do indivíduo mas que é forçosamente também desassossego social. As obras imersas em intensas interpretações iconográficas evocam a força simbólica do objecto como se a obra autentificasse a alegoria simbolizada, quase como se de arte sacra se tratasse.
No percurso sugerido somos confrontados com temíveis alimárias e vorazes pragas todas conjugados para intemporalmente nos atormentarem. A palavra “Oxalá” agora introduzida no título lança a promessa, a esperança, que o autor nos evoca com a representação de um acto devocional.
Emília Nogueiro


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Encuentros 3 - Colectiva de criadores holandeses, portugueses y zamoranos

Exposição Internacional 
Encuentros 3 - Colectiva de criadores holandeses, portugueses y zamoranos
Lugar: sala de la Encarnación , Diputación Provincial
Plaza Viriato sin número Zamora España

desde el 3 de julio hasta el 19 de julio de 2013

A Galeria HISTÓRIA E ARTE colabora com trabalhos em AGUARELA  de Ferreira de Palácios; ESCULTURA de João Ferreira, e ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA de Ana Guimarães Ferreira

segunda-feira, 10 de junho de 2013

17 TOUROS 17 | João Ferreira | escultura 18.00 h 11 Junho 2013

Amanhã às 18.00 h na galeria HISTÓRIA E ARTE, inserido no Festival Casulo da Associação Lagarta temos o prazer de vos convidar para a apresentação duma Escultura de João Ferreira

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Inauguração | Escultura | João Ferreira | 4 de Outubro 2012 | 17.30 h | Galeria HISTÓRIA E ARTE




João Ferreira | escultura | 2012
o prazer de pôr as mãos a fazer coisas
Sobre a exposição:
A primeira impressão é intensamente táctil, gerada na comunicação entre a matéria e a forma, consequência do prazer de pôr as mãos a fazer coisas, um dos caminhos que João Ferreira, repetidas vezes, percorre na sua busca exploratória dos materiais.
Confrontados com este percurso sentimos o ímpeto latente na madeira e no ferro, manualmente transformados no franco respeito pela sua natureza orgânica e inorgânica, num diálogo visual que é, antes de tudo, sensitivo.
A presente exposição distribui-se por duas salas que sugerem duas escalas, duas distâncias diferenciadas. A primeira sala expõe tesouros que guardam essências na persistente continuidade de ecos idos, de remotas iconologias. Na outra sala impera o discurso irónico a corromper satiricamente a nossa percepção ao assumir o formato postal como cliché e até anedota da memória congelada. Os postais questionam o revivalismo etnográfico apresentado como produto cultural para uma sociedade que se pretende que o consuma.


João Ferreira (João Manuel Vaz dos Santos Ferreira Rodrigues) Bragança, 1960. Licenciou-se em Ciências Jurídicas na Universidade Portucalense do Porto. Desde finais da década de 90 que se dedica de forma sistemática à escultura. Frequentou o Mestrado em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

João Ferreira | escultura




[pɑddø] (pas de deux) (pormenor)
Ferro soldado, madeira de Carvalho e Freixo patinada
250 cm x 140 cm x 70 cm
2011
Assinada: João Ferreira



A escultura [pɑddø] (pas de deux) é composta por uma forma esférica metálica da qual emergem partes de dois corpos humanos em madeira. A obra surge a partir do binómio dança-teatro, o movimento e a representação assumem o principal impacto visual com que nos confronta. A perna feminina impulsiona enquanto o braço masculino distende, ambos sugerem o desejo de superação da forma esférica que os enclausura. Todo o conjunto ganha movimento sobre uma caixa negra que, tal como uma caixa de palco, focaliza a atenção do observador. O autor persiste nesta obra na experiencia estética valorizando sobretudo a linguagem sensorial, no contraste dos materiais, das texturas e das volumetrias, simultaneamente assume a provocação da ironia como espelho espirituoso da condição humana.
A partir de hoje no FOYER | TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA
(Texto: Emilia Nogueiro; Fotografia: Manuel Teles)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Escultura | João Ferreira | Clube Literário do Porto | Inauguração 18.00 | dia 2 Julho

(Fotografia José Pessoa)

Teimosias XXII
A exposição “Teimosias XXII” reúne alguns trabalhos executados ao longo da última década, onde é evidente a dominância dos materiais autóctones transmontanos nas madeiras escolhidas, com predomínio da Nogueira, Castanho e Olmo. Este aspecto caracteriza a obra plástica de João Ferreira e é intensificado ao longo de todo o processo criativo, que se inicia na escolha da árvore, no posterior corte e secagem da peça de madeira, finalmente no talhe directo do objecto, retomando assim uma concepção quase mítica da prática escultórica.
Nesta atitude persiste o eco das linguagens criativas com que o autor se foi cruzando, desde o forte carácter transmontano, à experiência nas Ilhas Bijagós com mestres de escultura ritual animista.
A madeira, sempre em peça única, domina e intervém como elemento estruturante do objecto escultórico final. É a madeira que amacia, que conforta os metais corrompidos, assumindo a voluptuosidade do corpo vivo, a palpitação biomórfica que as obras nos evocam.
Os metais usados são materiais desprezados, frutos da sociedade de consumo rápido e sôfrego. São partes outrora integradas em máquinas agrícolas que por serem obsoletas desarticulam-se em abandono, reflectindo o afastamento observável em todo Trás-os-Montes, que o autor “teima” em questionar.
c l u b e l i t e r á r i o d o p o r t o
Rua Nova da Alfândega, 22
4050-430 PORTO
aberto de segunda a domingo,
9h30 à 1h

terça-feira, 14 de junho de 2011

João Ferreira | escultura | Melhores dias virão… ou não Galeria HISTÓRIA E ARTE


“Melhores dias virão… ou não” é o título da série de esculturas de João Ferreira agora mostradas na galeria História e Arte e que resultam do trabalho dos últimos meses.
Na continuidade do processo exploratório da dualidade entre materiais orgânicos e inorgânicos, madeiras e materiais metálicos, a colecção de objectos escultóricos do João Ferreira agora exibida, revela nos temas uma inquietação angustiada pela actual realidade social.
Imersas em intensas interpretações iconográficas as obras do autor evocam a força simbólica do objecto como se a obra autentificasse a alegoria simbolizada, como se de arte sacra se tratasse.
Assumindo essa coerência a presente exposição confronta-nos com temíveis alimárias e vorazes pragas todas conjugados para intemporalmente nos atormentarem. Parece que assistimos à ilustração volumétrica dos receios latentes na presente conjuntura. Os medos evocados não são novos, e podemos reconhecer mitologias clássicas, bestiários medievais e até canções revolucionárias de contestação, que diacronicamente nos testemunham o que apesar das distâncias temporais e espaciais, se mantém imutável e portanto pertinente para ser questionado hoje como no passado.

Inauguração sexta-feira 17 de Junho, às 17.30 na Galeria HISTÓRIA E ARTE
Convidamos-vos a brindar connosco desta vez forçosamente com sangria! :)
Agradecemos a vossa visita!

sexta-feira, 4 de março de 2011

João Ferreira | Escultura | TEIMOSIAS XXI | Museu de Lamego

Inaugura no proximo dia 8 de Março, às 15.30, no Museu de Lamego a exposição de escultura de João Ferreira Teimosias XXI

Agradecemos a vossa presença!



Medusa
(2010)
Madeira de Nogueira e ferro
95 cm x 35 cm x 27 cm

domingo, 26 de setembro de 2010

João Ferreira | Teimosias XI | Escultura | Museu Abade de Baçal

A exposição “Teimosias XI” reúne trabalhos executados ao longo de onze anos, (1999 até 2010), e uma instalação pensada especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal.
É evidente a dominância dos materiais autóctones nas madeiras escolhidas, com predomínio da Nogueira, Castanho e Olmo. Este aspecto caracteriza a obra plástica de João Ferreira e é intensificado ao longo de todo o processo criativo, que se inicia na escolha da árvore, no posterior corte e secagem da peça de madeira, finalmente no talhe directo do objecto, retomando assim uma concepção quase mítica da prática artística. Nesta atitude persiste o eco das linguagens criativas com que o autor se foi cruzando, desde o forte carácter transmontano, à experiência nas Ilhas Bijagós com mestres de escultura ritual animista. No entanto, persiste também a construção de uma linguagem própria com obras que nos confrontam com figurações animais, femininas e criaturas estranhas, perturbadoras composições que registam a “teimosia” do autor nos materiais fortes e na linguagem intensamente plástica. A madeira, sempre em peça única, domina e intervém como elemento estruturante do objecto escultórico final. É a madeira que amacia, que conforta os metais corrompidos, assumindo a voluptuosidade do corpo vivo, a palpitação biomórfica que as obras nos evocam. Os metais usados são materiais desprezados, velhos, frutos da sociedade de consumo rápido e sôfrego. São partes outrora integradas em máquinas agrícolas que por serem obsoletas desarticulam-se em abandono, reflectindo o afastamento observável em todo Trás-os-Montes, que o autor “teima” em questionar.

(Fotografia - cortesia de Manuel Teles)
Integralmente em metais está construída a instalação de térmitas - “Redutoras de Memórias” feita especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal, representa uma praga, um conjunto de térmitas que emergem de uma tela exposta na parede e se dirigem implacavelmente para o interior do espaço de exposição permanente do museu. A ironia das térmitas reside no facto de que estas constituem uma das mais temíveis pragas para os museus atentando contra a estabilidade física das peças que estes têm à sua guarda. Como espaços de memória os museus têm também a função de preservar os objectos, assumindo essa realidade o autor confronta-nos com a memória intangível que estes transportam, muito mais frágil e perecível que as madeiras, e irremediavelmente transformada no momento em que o objecto entra no museu.

Para ver até ao final de Setembro! Imperdível!

na LOCALVISÃO

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

TEIMOSIAS XI | Escultura | João Ferreira

A exposição de escultura "Teimosias XI" do João Ferreira no Museu Abade de Baçal tem tido muitos visitantes e excelente aceitação!:) Partilho convosco um link de uma pequena reportagem da TV local, e a fabulosa panorâmica do Rui Gomes a.k.a Manuel Teles, a quem mais uma vez agradeço!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quinta-feira à noite no Museu...

Unhal (pormenor)

Madeira de Nogueira, Olmo e metais

140 x 42 x 53 cm

2010

João Ferreira

Quinta-feira à noite no Museu Abade de Baçal:
21.30 - Inauguração da exposição “Teimosias XI” Escultura João Ferreira
A exposição “Teimosias XI” reúne trabalhos executados ao longo de onze anos, (1998 até 2010), e uma instalação pensada especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal.
22.00 - No jardim "Divagações sobre..."
Conversa informal com José Pessoa sobre Jazz: memórias de um encontro com o pianista Thelonius Monk, passagem de imagens e audição de uma gravação histórica
Imperdível!

domingo, 27 de junho de 2010

Teimosias | escultura | João Ferreira | Galeria HISTÓRIA E ARTE


S \ titulo (pormenor)
Madeira de castanho e metais
100 x 63 x 48 cm
2010

joão pedro grabato dias - Heterónimo de António Quadros.
Facto/Fado. Piqueno Tratado de Morfologia. Parte VII (1985)
“Teimosias” reúne trabalhos do ano 2010, esculturas que nos confrontam com figurações ambíguas, perturbadoras composições que registam a persistência do autor nos materiais fortes e na linguagem intensamente plástica. A madeira, preferencialmente a nogueira e sempre em peça única, domina e intervém como elemento estruturante do objecto escultórico final. Escolhida desde o corte, seca, tratada, talhada e esculpida é a madeira que amacia, que conforta os metais corrompidos, assumindo a voluptuosidade do corpo vivo, a palpitação biomórfica que as obras nos evocam. São figuras femininas e seres híbridos, que se constrangem ou se libertam de metais oxidados, angulosos e frios. Relacionados com a obra exposta de António Quadros por laços pessoais, os objectos escultóricos do João Ferreira assumem deliberadamente a forte influência que o léxico e a sensibilidade plástica de Quadros lhe imprimiram, fruindo dela desde a infância, adoptam nestes trabalhos especial importância as palavras escritas de joão pedro grabato dias, Facto/Fado. Piqueno Tratado de Morfologia. Parte VII.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS!

Sem Título
(2009)
Ferro forjado e madeira de Olmo
45 x 31 x 39 cm
Sem Título
(2009)
ferro forjado e soldado
36 x 38 x 38 cm
Mais uma vez me sirvo da linguagem plástica que ecoa na minha galeria para materializar a mensagem de advento da epifania que se celebra nestes dias, (é, aliás, um exercicio que me agrada bastante, o de tentar perceber a mensagem de amor, que eu tenho fé :) que está implicita em todos os objectos artísticos). Boas Festas! e Bom Ano Novo!