Há 500 anos Miguel Ângelo pintava o tecto da capela sistina no Vaticano, que constitui, inquestionavelmente, uma das obras-primas da arte ocidental.
A pintura de tectos foi um género praticado em Portugal com alguma insistência principalmente ao longo do século XVIII. Neste período vários tectos de espaços religiosos foram decorados em Bragança.
Confesso que tenho uma especial predilecção por tectos decorados, sobretudo pela dificuldade que supõe a sua correcta fruição… é que, para se observar adequadamente um tecto decorado é forçoso um certo sacrifício, uma certa dor no pescoço e um ligeiro desequilíbrio… sim, porque nunca é possível deitarmo-nos no chão para contemplar tranquilamente estas obras, geralmente colocadas em espaços onde o decoro não permite posturas tão descontraídas... :(
Tecto da igreja de Santa Maria, em Bragança, século XVIII, a composição central representa a ascensão da Virgem Maria.