quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Miguel Moreira e Silva | My deepest locker and other nigthmares

A exposição reúne pintura e uma composição de assemblages e figuras escultóricas.

Nas telas, o autor explora, com linguagem gráfica, o contraste das cores cheias que se aplicam sobre figuras humanas. As figuras, tratadas como personagens tipo reflectem distintas tipologias de propaganda e aparato, denunciando os diferentes atributos e técnicas que em diferentes tempos e espaços provocaram o mesmo efeito de “fa stupire”.

Na composição o autor mistura objectos que sugerem o ritual, a catarse como processo de exorcismo. Confronta-nos o pesadelo e a violência na angulosidade e dureza de materiais. As assemblages sobrepõem registos e objectos pessoais de forte carga ancestral, sob uma envolvência sanguínea que cobre a superfície dos objectos reunidos.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Workshop de Iniciação à Fotografia

Orientado por: Manuel Teles
Janeiro de 2011
Total: 10 h
Sábado 29 |10.00\12.00 | 14.30\18.30
Domingo 30 |14.30\18.30
Inscrição 50 €

Introdução teórica:
Mecânica da máquina fotográfica
Velocidades de obturador e aberturas
Composição e profundidade de campo
Lentes e distâncias focais
Utilização de tripé e longas exposições

Exercícios práticos:
Experiência fotográfica em ambientes exterior e interior
Análise e discussão dos trabalhos


na LOCALVISÃO


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

TRANSMONTANICES - Causas de Comer, de Virgílio Nogueiro Gomes.


É com muito orgulho que colocamos com especial destaque na secção bibliográfica a recente obra “TRANSMONTANICES - Causas de Comer” de Virgílio Nogueiro Gomes.

Composta por um conjunto de crónicas acompanhadas com desenhos de Graça Morais a presente obra é-nos servida envolta em memórias que evocam aromas, texturas e paladares que Trás-os-Montes guarda para quem com devoção se inicia nos seus encantos.

Depois da apresentação pública no Palácio Nacional da Ajuda agora também no espaço História e Arte podemos desfrutar desta deliciosa obra! :)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

“Mis Caprichos” de Pilar Juan Fradejas | Galeria HISTÓRIA E ARTE


Insistindo nas boas relações transfronteiriças colaboramos com o Ayuntamiento de Zamora e com a Plaza de los Pintores para trazer à capital da Terra Fria Trasmontana os trabalhos desta autora zamorana.

Pilar Juan Fradejas (1939), Zamora, Espanha. Expõe regularmente desde 1967 os seus trabalhos em Zamora, Madrid, Sevilla e Las Palmas. Estudou na Escuela de Bellas Artes de Santa Isabel de Hungría, em Sevilla e na Escuela de San Fernando em Madrid. Faz parte da Plaza de Los Pintores de Zamora desde 2006.
As obras recentes que P. Juan Fradejas nos vem mostrar, em acrílico sobre tela e contraplacado, estão preenchidas por enigmáticas figuras femininas de delicados e seráficos rostos mas com mãos e pés desmesurados. A paisagem natural e construída condensa-se nos micro-quadros que P. Juan Fradejas explora como se de registos de viagem se tratasse

Esperamos por vós!!

domingo, 17 de outubro de 2010

Visitas Guiadas em Espaços Museológicos | Workshop

Direccionado para os profissionais de museus o Workshop Visitas Guiadas em Espaços Museológicos irá explorar a comunicação como veículo previligiado para a aproximação entre património histórico e artístico e públicos.



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Curso de Ilustração Científica | Ana Guimarães | Galeria História e Arte

Persistindo na contemplação atenta, de olhar lento e detalhado sobre os encantos do património natural e construído que Bragança nos oferece, sugerimos a Ilustração Científica como práctica de recolha :)
O curso é orientado por Ana Guimarães que desta vez vem desvendar os mistérios da côr!
Imperdível!!!

Introdução teórica (convenções em ilustração científica, noções básicas sobre luz e sombra, textura e volume, a importância do desenho preliminar).

Exercícios práticos de habituação às técnicas de lápis de cor e acrílicos.

Realização de uma ilustração simples e uma ilustração final em cada uma das técnicas.
Início: 27 de Outubro 18. 00 h
Total: 36 HORAS (horário pós-laboral)
Inscrição com materiais incluídos 175 €

domingo, 26 de setembro de 2010

João Ferreira | Teimosias XI | Escultura | Museu Abade de Baçal

A exposição “Teimosias XI” reúne trabalhos executados ao longo de onze anos, (1999 até 2010), e uma instalação pensada especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal.
É evidente a dominância dos materiais autóctones nas madeiras escolhidas, com predomínio da Nogueira, Castanho e Olmo. Este aspecto caracteriza a obra plástica de João Ferreira e é intensificado ao longo de todo o processo criativo, que se inicia na escolha da árvore, no posterior corte e secagem da peça de madeira, finalmente no talhe directo do objecto, retomando assim uma concepção quase mítica da prática artística. Nesta atitude persiste o eco das linguagens criativas com que o autor se foi cruzando, desde o forte carácter transmontano, à experiência nas Ilhas Bijagós com mestres de escultura ritual animista. No entanto, persiste também a construção de uma linguagem própria com obras que nos confrontam com figurações animais, femininas e criaturas estranhas, perturbadoras composições que registam a “teimosia” do autor nos materiais fortes e na linguagem intensamente plástica. A madeira, sempre em peça única, domina e intervém como elemento estruturante do objecto escultórico final. É a madeira que amacia, que conforta os metais corrompidos, assumindo a voluptuosidade do corpo vivo, a palpitação biomórfica que as obras nos evocam. Os metais usados são materiais desprezados, velhos, frutos da sociedade de consumo rápido e sôfrego. São partes outrora integradas em máquinas agrícolas que por serem obsoletas desarticulam-se em abandono, reflectindo o afastamento observável em todo Trás-os-Montes, que o autor “teima” em questionar.

(Fotografia - cortesia de Manuel Teles)
Integralmente em metais está construída a instalação de térmitas - “Redutoras de Memórias” feita especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal, representa uma praga, um conjunto de térmitas que emergem de uma tela exposta na parede e se dirigem implacavelmente para o interior do espaço de exposição permanente do museu. A ironia das térmitas reside no facto de que estas constituem uma das mais temíveis pragas para os museus atentando contra a estabilidade física das peças que estes têm à sua guarda. Como espaços de memória os museus têm também a função de preservar os objectos, assumindo essa realidade o autor confronta-nos com a memória intangível que estes transportam, muito mais frágil e perecível que as madeiras, e irremediavelmente transformada no momento em que o objecto entra no museu.

Para ver até ao final de Setembro! Imperdível!

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jornadas Europeias do Património | Património um Mapa da História

Património um Mapa da História é o tema das Jornadas Europeias do Património que celebramos em parceria com o Museu Abade de Baçal. Sugerimos para celebração deste tema um passeio no museu e nas ruas circundantes. Seguiremos o Mapa que a misteriosa simbologia barroca desenhou na História do Património de Bragança; percorrendo os espaços, decifrando os códigos, interpretando as linguagens estéticas que ordenam a paisagem urbana e mistificam a faustuosidade dos interiores. O percurso é orientado, dia 24 de Setembro 2010, inicia às 15.00 h no cruzeiro da Praça da Sé e termina no Museu Abade de Baçal às 17.00 h, é gratuito e aberto a todos os públicos interessados! Apareçam!!

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Apontamentos de Vida Selvagem | Fotografia | Manuel Teles | Galeria HISTÓRIA E ARTE

A Galeria HISTÓRIA E ARTE inaugura a nova temporada no dia 24 de Setembro às 17.00 com a exposição Apontamentos de Vida Selvagem de Manuel Teles.
A exposição reúne trabalhos fotográficos que o autor tem desenvolvido desde 2002 até à data. São fotografias a cor, valiosos registos da biodiversidade local mas sobretudo são imagens que nos permitem intimar com os brilhos, as texturas, e as cores que o interior transmontano reflecte e que o olhar perscrutador de Manuel Teles meticulosamente recolhe. O tema recorrente é a natureza que o fotógrafo regista de uma forma quase militante, assumindo a sua paixão e confrontando-nos com o compromisso de respeito pelas múltiplas formas de vida que nos rodeiam. Fotógrafo de ar livre detém-se no pormenor, no ínfimo micro-mundo dos musgos dos cogumelos e líquenes, em simultâneo abre-nos o olhar com rasgados voos por amplas paisagens, intermináveis sucessões de espaços a percorrer.
Nos diferentes Apontamentos de Vida Selvagem que o autor nos apresenta persiste a ideia de equilíbrio mas, de um equilíbrio que sistematicamente se nos afigura precário, frágil e delicado, onde o observador participa como uma espécie viva mais, apenas domesticada e não selvagem. Imperdível!

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

HISTORIA E ARTE

Antes da rentrée é tempo ainda para um balanço; há 3 anos (e um mês) que o projecto História e Arte abriu portas na Rua Conselheiro Abílio Beça, 35 - Bragança. Apesar de todas as dificuldades é com entusiasmo (excitação da alma, arrebatamento, paixão viva, alegria ruidosa :) que partilho estes dados quantitativos:
  • Visitas Orientadas ao Património Histórico e Artístico local – já assistiram 2 675 pessoas!
  • Exposições Eventos Culturais – decorreram 16!
  • Cursos workshops – já foram organizados 8!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

TEIMOSIAS XI | Escultura | João Ferreira

A exposição de escultura "Teimosias XI" do João Ferreira no Museu Abade de Baçal tem tido muitos visitantes e excelente aceitação!:) Partilho convosco um link de uma pequena reportagem da TV local, e a fabulosa panorâmica do Rui Gomes a.k.a Manuel Teles, a quem mais uma vez agradeço!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Quinta-feira à noite no Museu...

Unhal (pormenor)

Madeira de Nogueira, Olmo e metais

140 x 42 x 53 cm

2010

João Ferreira

Quinta-feira à noite no Museu Abade de Baçal:
21.30 - Inauguração da exposição “Teimosias XI” Escultura João Ferreira
A exposição “Teimosias XI” reúne trabalhos executados ao longo de onze anos, (1998 até 2010), e uma instalação pensada especificamente para o espaço do Museu Abade de Baçal.
22.00 - No jardim "Divagações sobre..."
Conversa informal com José Pessoa sobre Jazz: memórias de um encontro com o pianista Thelonius Monk, passagem de imagens e audição de uma gravação histórica
Imperdível!

sábado, 17 de julho de 2010

António Quadros - António Augusto Melo Lucena Quadros, (1933\1994) | Galeria HISTÓRIA E ARTE

S\Título
Serigrafia
21 cm x 16 cm
1960
Pintura, gravura, desenho, cerâmica, espólio documental… são estas as categorias em que se enquadram as obras de António Quadros na memorabilia de Manuel Ferreira. É inquestionável que reflectem a compulsiva vontade de experimentação do autor, a sua criatividade e a multiplicidade de técnicas e linguagens que explorou. Na escassa historiografia de arte que refere António Quadros é destacada a influência que o autor tem de Picasso, Chagall, pintores mexicanos e surrealistas latino-americanos, e do imaginário fantástico rural… sim, é possível identificar códigos, porém não é apenas o domínio da linguagem internacional que surpreende (em plena década de 50!) mas a desafectação da sua ruptura, a mestria com que se move no imaginário popular em simultâneo ao exercício erudito da sua individualidade. O que faz parecer anacrónico e perfeitamente despropositado falar em linguagem popular e erudita nos trabalhos de António Quadros, na medida em que a orgânica da sua plasticidade extravasa esse paradigma, se não mesmo o confronta. É evidente, nesta exposição, que se estende de finais de 50 até finais de 80, a profunda ruptura que supõe a obra de António Quadros, face a um cenário dominado quer pelo tradicionalismo utópico, quer pela ânsia de um urbanismo importado. A pluralidade da sua linguagem evoca-nos a amplitude das suas inquietações. Por isso, podemos observar na decoração da peça cerâmica os mesmos desenhos geométricos incisos, dos vasos campaniformes pré-historicos, a lembrar rituais milenares. O bestiário, é povoado por “sardões” lagartos e seres bizarros que se apresentam humoristicamente malvados, criaturas mefistofélicas que se assumem mais risíveis que assustadoras. As figuras femininas constituem, na presente mostra, o elemento pacificador, criadas com linhas e contornos suaves, reflectem gestos e atitudes ternas e afectuosas. No entanto, em todas as obras subsiste uma certa ambiguidade, na difusão da mancha, na definição do contorno, ou no humor subjacente que nos faz reflectir sobre a nossa leitura, convidando-nos, confrontando-nos a não escolher os paradigmas estabelecidos! Obrigado Mestre!

domingo, 27 de junho de 2010

Teimosias | escultura | João Ferreira | Galeria HISTÓRIA E ARTE


S \ titulo (pormenor)
Madeira de castanho e metais
100 x 63 x 48 cm
2010

joão pedro grabato dias - Heterónimo de António Quadros.
Facto/Fado. Piqueno Tratado de Morfologia. Parte VII (1985)
“Teimosias” reúne trabalhos do ano 2010, esculturas que nos confrontam com figurações ambíguas, perturbadoras composições que registam a persistência do autor nos materiais fortes e na linguagem intensamente plástica. A madeira, preferencialmente a nogueira e sempre em peça única, domina e intervém como elemento estruturante do objecto escultórico final. Escolhida desde o corte, seca, tratada, talhada e esculpida é a madeira que amacia, que conforta os metais corrompidos, assumindo a voluptuosidade do corpo vivo, a palpitação biomórfica que as obras nos evocam. São figuras femininas e seres híbridos, que se constrangem ou se libertam de metais oxidados, angulosos e frios. Relacionados com a obra exposta de António Quadros por laços pessoais, os objectos escultóricos do João Ferreira assumem deliberadamente a forte influência que o léxico e a sensibilidade plástica de Quadros lhe imprimiram, fruindo dela desde a infância, adoptam nestes trabalhos especial importância as palavras escritas de joão pedro grabato dias, Facto/Fado. Piqueno Tratado de Morfologia. Parte VII.

domingo, 20 de junho de 2010

ANTÓNIO QUADROS NA MEMORABILIA DE MANUEL FERREIRA | Galeria HISTÓRIA E ARTE


Titulo vulgarizado – Auto-Retrato (Pormenor)
Pintura; óleo sobre tela
82 x 66 cm (com moldura)
1957 \ 1958

Composição com pormenores da moldura da tela – Auto-Retrato
António Augusto Melo Lucena Quadros (1933 - 1994), na Escola de Belas Artes do Porto, onde se diplomou em Pintura em 1961, foi colega de Manuel Ferreira que tendo estudado Arquitectura (FAUP) seguiu também disciplinas de Pintura (FBAUP), pois ambas as faculdades partilhavam então o mesmo edifício. Durante a década de 60 continuaram frequentes os encontros entre os dois, retomados na década de 80 quando António Quadros regressa de Moçambique. A colecção de obras que vos convido a desfrutar provem dessa relação de amizade e dela está impregnada, com dedicatórias, recados e mensagens pessoais integradas nos próprios objectos artísticos. Dai a escolha da palavra memorabilia para o título da exposição, pois é de memórias (materializadas em tela, contraplacado, papel e cerâmica) que trata, e não de objectos coleccionados. Esta aproximação pessoal que a exposição permite é de sobremaneira enriquecedora para o entendimento da figura maior que António Quadros constitui na arte contemporânea portuguesa. É um enorme privilégio cuidar, inventariar, expor e divulgar as múltiplas técnicas, suportes, e materiais com que o autor expressa a sua intensa e perturbadora linguagem criativa. Eternamente grata ao Arquitecto Manuel Ferreira por me permitir o contacto intimo com a presente exposição que vos anuncio!!! Inauguração dia 30 06 2010 – quarta feira às 15.30.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CASTELO DE BRAGANÇA

Desenho de Duarte D’Armas, c. 1509, pode observa-se ainda o edifício da alcáçova construida entre a torre de menagem e a torre da princesa.

Fotografia aérea do Castelo, (década de 60, século XX) e zona envolvente, sobre a muralha, contigua à torre da princesa, é possível ver o edifício do quartel e o campo da parada militar (fundo documental SIPA)
A porta da Alameda, visível nesta fotografia, era na época a entrada para o museu do público não militar, foi fechada durante as obras da DGEMN na década de 60 de século XX, nas mesmas obras foram restituídas as ameias à torre que a alojava. (fotografias do fundo documental SIPA) A torre de menagem do castelo, mandada construir por D. João I, pelos anos de 1409, (Alves, 2000), guarda no seu interior desde 1929 o Museu Militar de Bragança. Após a erradicação da última unidade militar de Bragança, em 1958, o Museu Militar foi temporariamente encerrado e trasladado o acervo para o Museu Militar de Lisboa. Já na década de 80 do século XX o museu volta a ser instalado no local de origem, a torre de menagem do castelo, e impõe-se como espaço \ memória das vivências militares da cidade. Em 1800, o Tenente General Manuel Jorge de Sepúlveda, na sua qualidade de Governador de Armas da província de Trás-os-Montes, mandou construir um quartel no castelo de Bragança, destinado a uma unidade de Infantaria. Para o efeito mandou demolir vários edifícios, aproveitou parte das muralhas para construir as casernas, e, para melhor ordenar a parada, foi desmantelada parte da casa do alcaide (Rodrigues, 1997). O quartel ocupou o castelo até 1958.