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sexta-feira, 22 de julho de 2022

Programa Museológico do futuro Museu de Mogadouro (trabalho em construção)

Poder colaborar com um museu, convenhamos, é sempre um privilégio! Poder colaborar com a construção do programa museológico* de um novo museu que tem tanto acervo como possibilidades é mais que um privilégio, é uma bênção! Admito que tenho algum pudor e até contenção nas palavras, não quero parecer excessivamente entusiasta não vá a Fortuna aperceber-se, mas, a oportunidade que o Município de Mogadouro criou permite-me (enquanto museóloga e também enquanto historiadora) participar num projeto que é absolutamente extraordinário. E não o digo só pela riqueza e variedade do património, (material, imaterial, móvel e imóvel), que se distribui pelo planalto entre as margens do rio Sabor e as escarpas do Douro, é extraordinário também porque antecede o programa museológico ao projeto arquitetónico, o que nos permite a todos participar na construção do futuro museu de Mogadouro. Haverá algo mais inspirador? Eu de momento não conheço! 😊

(detalhe do teto da capela de Nossa Senhora da Assunção, Castanheira, Mogadouro

* Programa museológico - artigo 86.º da Lei-quadro dos Museus 47/2004, o programa museológico compreende várias alíneas: a) A denominação prevista para o museu; b) A definição dos objetivos; c) A identificação e a caracterização dos bens culturais existentes ou a incorporar em função da sua incidência disciplinar e temática; d) A formulação das estratégias funcionais, designadamente nos domínios do estudo e investigação, incorporação, documentação, conservação, exposição e educação; e) A identificação dos públicos; f) A indicação das instalações e a afetação a áreas funcionais; g) As condições de conservação e segurança; h) Os recursos financeiros; i) A previsão do pessoal e perfis profissionais correspondentes.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Futuro Museu de Mogadouro | convite à participação ativa da comunidade

Hoje, que celebramos o nosso querido Portugal e relembramos coletivamente a importância da nossa memória conjunta, partilho o convite à participação ativa da comunidade* na configuração do futuro Museu de Mogadouro! A Câmara Municipal de Mogadouro em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança está a retomar o projeto do Museu de Mogadouro. O futuro museu ficará instalado no imóvel junto ao castelo, (na antiga casa do Dr. Alves), entre a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia. A exposição contemplará, além do acervo que o município já tem à sua guarda, (arqueologia, arte, etnografia), a possibilidade de integrar os aspetos culturais que a comunidade considere fundamentais na configuração da identidade e da memória deste território. A participação da comunidade é por isso determinante, pedimos para tal a sua colaboração no preenchimento do presente inquérito,(disponível até ao dia de Nossa Senhora do Caminho). (Os dados obtidos sãoconfidenciais e serão usados apenas no âmbito deste estudo.)

Muito Bem haja.

*Como comunidade entendemos não só todas e todos os mogadourenses, residentes ou não em Mogadouro, mas também todos quantos estiverem interessados em participar.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

Que Museu queremos em Mogadouro? | Dia Internacional dos Museus | 18 de maio de 2022 | 17.30h | igreja matriz de Mogadouro

Mogadouro integra a celebração internacional do dia dos museus!
Este ano comemora-se o - Poder dos Museus – com o convite à participação da comunidade:
Que Museu queremos em Mogadouro?
18 de maio de 2022 | 17.30h | igreja matriz de Mogadouro 
 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

V Jornadas de Museologia nas Misericórdias | Bragança | 15 de Junho de 2018 | Auditório Paulo Quintela

É com muito gosto que divulgamos as V Jornadas de Museologia nas Misericórdias que este ano decorrem em Bragança e onde temos o prazer de participar.
As inscrições são livres e abertas a toda a comunidade

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ARQ. MANUEL FERREIRA | Museu Abade de Baçal | Inauguração Sábado 26 Janeiro | 16h00



Sobre a exposição:
A presente exposição, reúne cerca de vinte obras novas com uma cuidada seleção de obras paradigmáticas do percurso criativo de Manuel Ferreira.
A paisagem trasmontana, nas suas evidências e mistérios, nos detalhes singulares e transversalidades universais, é assumida pelo autor como cenário propiciador a incessantes deambulações, pois incessantes são as inquietações que o espaço lhe provoca.
A paisagem natural, a fluvial e a paisagem construída consolidam-se como temas preferenciais no contexto da obra de Manuel Ferreira. Tomada sobretudo nos meios rurais, manifesta a presença da figura humana quase sempre relacionada com os trabalhos do campo, dando grande relevo à representação dos animais, imperativos na adaptação ao meio que é, continuamente, o centro da sua prática pictórica.
Interessa-se pela paisagem também como pretexto para desenvolver as variações da luz sobre os volumes, que regista em tonalidades e cambiantes que acentuam as massas vegetais, as estruturas arquitetónicas e a linha do horizonte, sempre longínquo.
Ao firmamento, calmo, ou denso e profundo, reserva grandes superfícies na pintura, explorando demoradamente os valores lumínicos e atmosféricos.
Emília Nogueiro
Janeiro 2013

Sobre o autor:
Manuel Maria Ferreira Rodrigues
Nasceu em 1927, em Palácios, concelho de Bragança. Ainda enquanto estudante em Bragança já desenhava inúmeros objectos arqueológicos a pedido de Francisco Manuel Alves - Abade de Baçal. 
Concluiu o curso de arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Desde 1956 que se dedicou à docência das disciplinas de Matemática, Desenho e Educação Visual em diversos estabelecimentos de ensino, de Bragança, Covilhã, e Macedo de Cavaleiro. Como arquiteto integrou os quadros da Direção Geral dos Serviços de Urbanização do Distrito de Bragança, e foi responsável na área do Distrito de Bragança pelos serviços da Comissão de Coordenação da Região Norte. De 1967 a 1971 foi vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança e de Junho de 1974 a Janeiro de 1975, foi presidente da Comissão Administrativa. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Linguagem simbólica de um tecto setecentis​ta | Museu Abade de Baçal | palestra | Emília Nogueiro

(fotografia: cortesia de Arq. Nuno Coelho)

A Diretora do Museu do Abade de Baçal tem a honra de convidar V. Exa. para a palestra Linguagem simbólica de um tecto setecentista, ministrada pela Prof.ª Emília Nogueiro, que terá lugar no próximo dia 3 de Maio, pelas17h30, no Museu Do Abade Baçal!
Contamos com a sua presença!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Museu Militar de Bragança | fundação


A edição do volume Ensaios e Práticas em Museologia 01 já está disponível (no artigo "Museu Militar de Bragança - fundação", está parte do meu estudo de mestrado sobre esta instituição) boas leituras!

domingo, 17 de outubro de 2010

Visitas Guiadas em Espaços Museológicos | Workshop

Direccionado para os profissionais de museus o Workshop Visitas Guiadas em Espaços Museológicos irá explorar a comunicação como veículo previligiado para a aproximação entre património histórico e artístico e públicos.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jornadas Europeias do Património | Património um Mapa da História

Património um Mapa da História é o tema das Jornadas Europeias do Património que celebramos em parceria com o Museu Abade de Baçal. Sugerimos para celebração deste tema um passeio no museu e nas ruas circundantes. Seguiremos o Mapa que a misteriosa simbologia barroca desenhou na História do Património de Bragança; percorrendo os espaços, decifrando os códigos, interpretando as linguagens estéticas que ordenam a paisagem urbana e mistificam a faustuosidade dos interiores. O percurso é orientado, dia 24 de Setembro 2010, inicia às 15.00 h no cruzeiro da Praça da Sé e termina no Museu Abade de Baçal às 17.00 h, é gratuito e aberto a todos os públicos interessados! Apareçam!!

na LOCALVISÃO

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

25 º ANIVERSÁRIO DO MUSEU MILITAR DE BRAGANÇA

O Museu Militar de Bragança comemora dia 22 de Agosto o 25º Aniversário da reinstalação do acervo museológico na Torre de Menagem do castelo. O museu foi desactivado na década de 50 do século XX no decurso da extinção da unidade militar responsável pela sua gestão. O acervo museológico foi então trasladado para o Museu Militar de Lisboa, tendo sido devolvido ao local de origem já na década de 80. No entanto, a fundação do museu remonta ao ano de 1929 e deve-se à incansável acção do Coronel José António Teixeira (1879\1963) enquanto Comandante do Regimento de Infantaria Nº10 .

sábado, 9 de agosto de 2008

Museu do Ferro & da Região de Moncorvo

Sábado, dia 9 de Agosto, pelas 16;00h será inaugurada a Exposição de fotografia (a P&b), intitulada "Escombros – Minas transmontanas", de autoria de José Luís Gonçalves, e que terá lugar no auditório do Museu do Ferro & da Região de Moncorvo.
Dia 10 de Agosto (domingo), o Museu do Ferro & da Região de Moncorvo, promove ainda um Encontro dos antigos trabalhadores da ex-Ferrominas, a empresa mineira de explorou as minas de ferro de Moncorvo, entre 1951 e 1986. Por volta de 1992 esta empresa foi formalmente extinta e integrada na EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), a actual proprietária do depósito mineral de Moncorvo. O Museu do Ferro elaborou uma base de dados dos trabalhadores da Ferrominas, com cerca de 1300 registos, a qual será igualmente apresentada no dia deste Encontro.Estes eventos revestem-se de especial interesse num momento em que o sector mineiro parece começar a agitar-se, com a retoma de prospecções em algumas minas trasmontanas, e quando sabemos que desde final do ano passado se encontram autorizadas novas prospecções nas minas de Moncorvo. Se fôr seu desejo confraternizar com os antigos trabalhadores da Ferrominas, e ouvir as suas histórias de Vida, de muito trabalho, incertezas, angústias e sacrifícios, sobretudo na fase final, perante o espectro do desemprego, informamos que a sessão é aberta a todos os que queiram participar e é uma oportunidade única para escutarem uma lição de história ao vivo! Não podemos esquecer as nossas memórias mineiras!!
NR

quarta-feira, 21 de maio de 2008

" MUSEUS - AGENTES DE MUDANÇA SOCIAL E DESENVOLVIMENTO"



Foi este o tema proposto para reflexão pelo ICOM (Internacional Council of Museums) no passado dia Internacional dos Museus (18 de Maio). Parece evidente este papel dos museus, enquanto espaços guardadores de objectos e memórias são forçosamente agentes de mudança social e desenvolvimento, papel que pode ser partilhado por outras instituições culturais, na medida em que todos contribuem para o nosso desenvolvimento, pessoal enquanto indivíduos, e enquanto espécie… Mas, mais do que uma vez me confrontaram com o aspecto “elitista” que os museus reflectem, acusando esta ou aquela instituição museológica de espelhar uma realidade fragmentada, circunscrita a este ou àquele grupo. Na verdade considero impossível que um museu possa de per si reflectir toda a realidade, seja lá o que isso for, mesmo tratando-se de uma realidade regional ou relativa a um tema único. Se exponho aqui esta questão é porque já me foi posta por mais que um colega e sempre colegas mais doutos que eu, de cuja opinião me sirvo para me orientar no meu caminho… Na verdade julgo que existe uma certa obsessão com o compromisso social que os museus devem adoptar, não no sentido de abrir as portas a toda a população, (o que realmente considero urgente e digno de mais esforços), mas no sentido de tentar com que toda a população se sinta espelhado nos museus. Ora, parece-me absurdo, inexequível e fruto de complexos artifícios intelectuais que ainda não compreendi. Por isso pergunto: O que é que os museus devem contar?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

MUSEU ABADE DE BAÇAL - EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA E WORKSHOP

Temos o prazer de divulgar um workshop de fotografia orientado pelo fotografo José Pessoa, o curso é organizado pelo Museu Abade de Baçal, terá lugar nos proximos dias 16, 17, 18 de Janeiro, das 14: 30 h às 17: 30 h, no Arquivo Distrital de Bragança. É gratuito! Eu vou...
tel: 273 331595

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MUSAC, Museu de Arte Contemporâneo de Castilha y León


Como muitos habitantes da raia fronteiriça fui no passado 1 de Dezembro comemorar a nossa Restauração da Independência por terras castelhanas, e como muitos patrícios constatei mais uma vez que quiçá D. João IV se tenha precipitado! Ironias à parte… fui ver o MUSAC, Museu de arte contemporâneo de Castilha e León, foi dos museus de arte contemporâneo que já tive oportunidade de visitar que mais me impressionou. A verdade é que prefiro sempre museus de arte antiga… comovem-me mais, e alimentam a minha paixão pelas memórias do nosso passado, mas desta vez fui propositadamente a Léon para ver o museu de arte contemporânea… e adorei! As peças estão magnificamente bem expostas, são imensas e preenchem o nosso olhar até nos sentirmos inebriados, as formas, sentimentos, as cores sobrepõem-se num ritmo frenético que tanto nos produz expressões risíveis como de profunda angústia… achei a comunicação tão mais intensa que nos espaços mais despojados que nós aqui em Portugal continuamos a insistir…. é um espaço socialmente comprometido mas sem formalismos a que os nossos museus infelizmente ainda estão muito apegados, o ambiente é descontraído, até um pouco caótico com grupos de miúdos a correr por todo lado, respira-se «buen rollo» sem pretensiosismo intelectual, fiquei com a clara sensação de que é um espaço onde comunidade local e exterior frui realmente do que lhe é oferecido…